A indústria por uma educação transformadora, por Glauco José Côrte *

A indústria por uma educação transformadora, por Glauco José Côrte *

Florianópolis, 28.9.12 – Investir em educação reduz desigualdades sociais. Na indústria, promover a educação do trabalhador não é só questão social, mas iniciativa estratégica para a competitividade. Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que quase 70% das empresas sentem falta de trabalhadores com formação adequada, seja ela relacionada à educação básica ou profissional.
Um impacto direto das ineficiências da educação é encontrado no ranking da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre produtividade dos trabalhadores, no qual o Brasil ocupa a 77ª posição. São necessários quase cinco brasileiros para produzir o mesmo do que um americano. Outro levantamento internacional, o Pisa, elaborado pela OCDE, evidencia o problema. Com 401 pontos, o Brasil ocupa apenas a 53ª posição na classificação mundial, atrás de países como Chile, Trinidad e Tobago, Colômbia e Uruguai. Nessa comparação, com 428 pontos, SC ocupa a segunda posição entre os estados brasileiros. Pode soar bem, mas se nos compararmos internacionalmente, como faz todos os dias a indústria catarinense, estamos apenas em 47º lugar.
Neste contexto, o Sistema Fiesc lançará, hoje, o movimento A Indústria pela Educação, compreendendo a atuação em duas frentes. De um lado, buscaremos o apoio dos empresários para estimular os trabalhadores a aproveitarem as oportunidades de qualificação que estão sendo oferecidas. De outro, ampliaremos a oferta de educação básica, continuada, profissional e executiva, por meio do Sesi, Senai e IEL. O objetivo é alcançar quase 800 mil matrículas até 2014.
É um compromisso ambicioso. Para atingi-lo, contamos com a adesão dos industriais catarinenses ao movimento, o que representará um passo decisivo para o fortalecimento da indústria e a melhoria da qualidade de vida e cidadania dos trabalhadores catarinenses.
São necessários quase cinco brasileiros para produzir o mesmo do que um americano.
Fonte: Diário Catarinense
* Presidente do Sistema Fiesc

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