Florianópolis, 31.10.12 – As vitórias obtidas pelo governador Raimundo Colombo (PSD) e pelo senador Luiz Henrique (PMDB), com ênfase para Florianópolis e Joinville, amalgamaram o projeto da tríplice aliança para a sucessão, mas colocaram obstáculos a alguns sonhos da atual gestão.
A principal trata de um tema delicado: o futuro das secretarias de Desenvolvimento Regional. Se dependesse de assessores de Raimundo Colombo, as polêmicas regionais teriam sido extintas logo após a posse. Tal ato, contudo, teria representado um rompimento com Luiz Henrique, o inspirador da descentralização administrativa e seu principal patrono.
O professor Ubiratan Rezende chegou a cogitar de enxugamento das regionais, mas desistiu antes mesmo de assumir a Secretaria da Fazenda, como principal gestor, exatamente pelas limitações políticas. Mas sinalizou com alguma reforma após as eleições municipais.
Rezende está fora do governo. Mas, se aqui permanecesse, teria barreiras políticas ainda maiores para executar a estratégia imaginada. Com a extraordinária vitória de Udo Döhler, ninguém ousará agora propor a redução ou extinção das regionais. Mesmo que este seja um assunto prevalente em conversas políticas e com posição conhecida do setor empresarial do Estado.
Raimundo Colombo embarcou para a Ásia levando consigo dados sobre a reforma do secretariado, sempre ressaltando que a prioridade é a reforma administrativa. Pretende focar na gestão, no operacional. Já conhece a máquina, tem agora o diagnóstico do governo. Deverá enxugar a estrutura e exigir mais eficiência operacional. Parâmetros: os governos de Aécio Neves (PSDB) em Minas Gerais e de Eduardo Campos (PSB) em Pernambuco.
Agora mais tranquilo em relação à manutenção da aliança, vai tratar de obter resultados concretos no governo.
* Moacir Pereira
Fonte: Diário Catarinense