Florianópolis, 12.11.12 – Passadas as eleições, o mercado já iniciou a contagem regressiva para que o governo autorize o aumento no preço da gasolina e do diesel nas refinarias.
Analistas são unânimes em apontar que o reajuste é inevitável, sob pena de enfraquecer ainda mais a Petrobras e comprometer a exploração das jazidas do pré-sal. Mas a dúvida é de quando será feito o aumento.
Alegando operar com dificuldades para sustentar seu programa de investimentos, a Petrobras pressiona para aumentar os preços. Entre junho e julho, reajustou em 7,83% a gasolina e 9,94% o diesel nas refinarias. O repasse só não chegou ao consumidor devido a uma manobra do governo, que reduziu até eliminar a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).
A Cide fazia parte do leque de tributos que compõe as tarifas da gasolina (53,03% de impostos) e do diesel (40,50%). Agora, com a alíquota da contribuição zerada, acabou-se a margem para congelar os preços ao consumidor. Há sete anos o aumento nos combustíveis não é transferido das refinarias às bombas dos postos.
No entanto, agora reajustar é apenas questão de tempo. Analista do setor de petróleo da Tendências Consultoria Integrada, Walter de Vitto avalia que virá a partir deste mês, a qualquer momento, porque a Petrobras vem praticando preços até 30% abaixo do mercado internacional. De Vitto diz que o governo usa a Petrobras para combater a inflação.
Especialistas como Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), vislumbram uma tática governamental: adiar o reajuste da gasolina para o início de 2013, quando deve ocorrer a queda na tarifa de energia elétrica prometida por Dilma Rousseff. Equilibrando aumento de combustíveis e redução na conta de luz, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) não sofreria maior impacto.
Fonte: Diário Catarinense
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