Carro, o vilão do tráfego em SC

Carro, o vilão do tráfego em SC

Florianópolis, 23.11.11 – Agilidade e baixo custo para se locomover. Este é o desejo dos catarinenses quando o assunto é mobilidade urbana segundo pesquisa do Grupo RBS, em parceria com o Instituto Mapa. Os dados foram apresentados no 1º Fórum de Indicadores de Mobilidade Urbana em Santa Catarina, que ocorreu na tarde de ontem, na Assembleia Legislativa, em Florianópolis.
O evento faz parte do projeto do Grupo RBS que propõe uma grande discussão sobre mobilidade urbana. Durante três horas, autoridades e especialistas discutiram os problemas enfrentados pelos catarinenses no trânsito e quais seriam as soluções mais viáveis para a mobilidade urbana. O debate teve como base os resultados da pesquisa IMU – Indicadores de Mobilidade Urbana, que ouviu 4.060 entrevistados nas 10 cidades mais populosas do Estado: Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Palhoça e São José.
Um dos principais dados é o Índice de Mobilidade Urbana, que ficou em 4,8 no Estado, em uma escala de zero a 10. A cidade melhor colocada foi Lages, com 5,7, e a pior, Palhoça, 3,8. Florianópolis ficou com a penúltima colocação: 4,3. Mas o que surpreendeu os participantes foi a porcentagem de veículos por domicílio: 64% têm um carro e 16% têm mais de um. A pesquisa releva o porquê destes números e o que faria as pessoas a trocarem o modo como se locomovem.
– O carro é utilizado por ser o meio mais rápido, no entanto, 82% dos entrevistados revelam que o deixariam em casa e passariam a usar o ônibus se ele fosse rápido, barato e confortável – explicou o diretor presidente do Instituto Mapa, José Nazareno Vieira.
Quanto ao uso da bicicleta, 70% dos entrevistados também afirmaram que a utilizariam se houvesse mais ciclovias nas cidades.
O tempo de deslocamento e a distância que as pessoas percorrem de casa para o trabalho também chamou a atenção: metade dos entrevistados afirmou morar perto do local de trabalho, em um raio de até 30km. Mesmo assim, demora de 30 minutos a uma hora para chegar ao destino.
– Os dados provam que o problema não é difícil de solucionar, basta vontade política para tanto –, afirma o especialista em planejamento urbano Elson Manoel Pereira.
Todos concordaram no debate que a solução para a mobilidade está no transporte multimodal, ou seja, aquele que agrega bom sistema viário, transporte coletivo rápido e barato e construção de ciclovias.
Fonte: Aline Rebequi/ Diário Catarinense

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