Curso de Pilotagem Defensiva Amauri Motos/VP Moto Honda e Sest Senat Florianópolis visa a redução de acidentes

Curso de Pilotagem Defensiva Amauri Motos/VP Moto Honda e Sest Senat Florianópolis visa a redução de acidentes

Florianópolis, 14.4.12 – Os motociclistas têm a oportunidade de se aperfeiçoar, dirigir suas motos com mais segurança e serem multiplicadores para um trânsito mais humanizado. Foi lançado hoje pela manhã, durante café da manhã, no salão de festas do Sest Senat Florianópolis, o curso de Pilotagem Defensiva Amauri Motos/VP Moto Honda e Sest Senat. É um treinamento gratuito para pilotos habilitados com duração de seis horas, sendo parte aula teórica e metade aula prática na pista do Sest Senat. Na aula experimental realizada logo após a cerimônia, foram convidados 24 alunos representantes de entidades e órgãos que atuam na educação, orientação e fiscalização do trânsito.
Recepcionados pela diretora do Sest Senat, Patrícia Ferreira e pelo diretor geral do Grupo Amauri/VP Moto Honda, Franklin Matos, prestigiaram o evento, o secretário executivo da Fetrancesc, Leonardo Carvalho, que representou o presidente Pedro Lopes, o diretor-presidente do Grupo Amauri, Amauri Júnior, major Sandro, representou o comandante do 22º Batalhão da Polícia Militar, tenente coronel, Almir, major Pablo, que representou o comandante da Polícia Rodoviária Militar, tenente coronel, Norberto e tenente Lagos que representou o comandante da Escola de Aprendizes de Marinheiros, Freire.
Estiveram lá ainda o chefe de comunicação da Polícia Rodoviária Federal, Luiz Graziano, que representou o comando da PRF, os gerentes do Sest Senat Blumenau, Maurício Dalpiaz e de Itajaí, Eduardo Marin, o presidente da Associação de Motociclistas de Florianópolis, Pedro Luís Sabaciauskis e imprensa. 
Ao iniciar a cerimônia, Patrícia Ferreira, ressaltou que a iniciativa de parceria do Sest Senat com o Grupo Amauri Motos/VP Moto Honda é uma visão diferenciada da revenda de atuar pela segurança do motociclista e que se torna, ele, um multiplicador de um trânsito mais humanizado e com menos acidentes.”Assim queremos que ele seja um colaborador para a educação no trânsito,” enfatizou a diretora. Ela também disse que o Sest Senat tem realizado seus projetos de educação no trânsito com parcerias de órgãos de trânsito e empresas que fazem ações de responsabilidade social.
Também falou que o Grupo Amauri cedeu as motos e que naquele momento estava sendo lançado o curso de Motofrete, obrigatório pela Resolução 350 do Contran e a inauguração da pista de treinamento para motociclistas do Sest Senat, necessária para as aulas práticas.
O diretor geral do Grupo Amauri, Franklin Matos, ressaltou que a empresa inova com o curso para reduzir os acidentes. Ele afirmou que o grande número de motos, só o grupo dele vende 600 unidades por mês, nas ruas e os acidentes, exigem um trabalho efetivo de fortalecimento do treinamento desses condutores, pela fragilidade, por falta de faixas próprias e pela imobilidade urbana. “O lado social da empresa abraçou isso aqui e queremos que se estenda por todo o estado,” afirmou Matos.
Para ele, o curso, é módulo para até 300 cilindradas, deve trazer aqueles que conduzem a moto no dia a dia, seja para se deslocar ao trabalho, para a aula ou que trabalhem no transporte de mercadorias ou pessoas. Mas poderá ser ampliado para outros módulos do curso, caso haja interesse do público, ressaltou.
Esse público merece uma atenção especial e essa parceria está tendo a coragem de fazer esse curso, ressaltou o presidente da Associação dos Motociclistas de Florianópolis, Pedro Luís Sabaciauskis. Para ele, a qualificação tanto do Pilotagem Defensiva como o de Motofrete começarão a transformar o perfil do motociclista, porque ele passará além das informações técnicas para uma direção defensiva, o orgulho de estar habilitado com diploma.
Sabaciauskis ressalta que em Florianópolis e São José tem cerca de 2 mil motofretistas e cerca de 22 empresas, mas a metade delas não está registrada. Para ele é importante que se dê mais atenção aos motociclistas, porque são apoiadores de um trânsito e isso começa com os veículos maiores respeitando os menores e os pedestres. Além disso, ele lembra que uma pesquisa revelou que um acidente com um motociclista, levando em conta tratamento e os prejuízos custa ao governo, em média R$ 50 mil.
A maioria dos motociclistas não tem nenhum curso de qualificação para dirigir, a não ser o feito para a Carteira de Habilitação, disse o chefe da Comunicação Social da PRF, Luiz Graziano. Ele constata isso nos cursos e palestras que ministra.Para esse curso de Pilotagem Defensiva é importante para a preparação técnica, mas na opinião de Graziano, é importante o preparo psicológico, que deve começar desde os primeiros dias de vida. Muitos, segundo ele, acham que podem tudo inclusive quando estão conduzindo uma moto.
Graziano ressalta que basta avaliar que a faixa etária de 18 a 25 anos são os que mais se envolvem em acidentes. “A moto dá liberdade, mas isso não vem com responsabilidade”, observa o chefe de Comunicação da PRF. Também aponta a falta de estrutura viária, especialmente para as motos, é um fator que contribui para os acidentes. “O estado não cria meios para o motorista, o motociclista e para o pedestre. E falta responsabilidade social a muitas fabricantes de veículos”, reclama Graziano.
O aluno do primeiro curso de Pilotagem Defensiva, Márcio Marchi, há mais de 10 anos habilitado para motos, disse que queria aprender mais sobre a parte técnica e comportamental, porque acredita que precisa de complementação ao que aprendem na autoescola. O policial rodoviário Federal, Giancarlo Rossetto, disse que esperava conhecer mais sobre direção defensiva de moto para ele próprio usar e também para servir como informação no seu trabalho de fiscalização na rodovia.
O curso de Pilotagem Defensiva Amauri Motos/VP Moto Honda e Sest Senat terá duração de um ano. Será um curso com um modulo para motos de até 300 cilindradas com duração de seis horas. No programa, aulas sobre postura, aceleração e frenagem, curvas, inspeções preventivas e equipamentos de prevenção. Serão turmas de 20 alunos.
Para quem transporta mercadorias com moto, o curso de motofretista tem carga horária de 30 horas, sendo parte delas de prática. É exigido do candidato que tenha completado 21 anos, estar habilitado no mínimo, há dois anos na categoria A e não estar cumprindo pena de suspensão do direito de dirigir, cassação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), decorrente de crime de trânsito, bem como estar impedido judicialmente de exercer seus direitos.
Informações para inscrições dos cursos podem ser feitas pelo telefone (048)3281-6200 no endereço: Avenida Max Schram, 3635. Jardim Atlântico.
Mais fotos do evento no link: http://migre.me/8hIDE

Estrutura curricular do curso de Motofrete:

* Módulo Disciplina Carga Horária

MÓDULO I

Básico

Ética e cidadania na atividade profissional 3 h/a

Noções básicas de Legislação 7 h/a

Gestão do risco sobre duas rodas 7 h/a

Segurança e saúde 3 h/a

MÓDULO II

Específico

Transporte de pessoas

ou

Transporte de cargas

5 h/a

MÓDULO III

Prática de Pilotagem Profissional

Prática veicular individual específica (carga ou pessoas) 5h/a

Total 30 h/a

3.1 Módulo I – Básico

Disciplina Conteúdo

Ética e cidadania na atividade do profissional motociclista

* A imagem do motociclista profissional na sociedade e a importância socioeconômica da

atividade para a vida na cidade.

* A importância da profissionalização (motofretista e mototaxista).

* Responsabilidade, concentração, autocontrole, capacidade de lidar com imprevistos, disciplina,

comprometimento.

Noções básicas de legislação * Legislação de trânsito (normas gerais de circulação e conduta).

* Lei Federal de regulamentação do exercício profissional (motofretista e mototaxista).

* Aspectos da legislação trabalhista e previdenciária.

* Aspectos do direito civil e criminal relacionado a trânsito.

Gestão do risco sobre duas rodas * Conceito e aplicação de pilotagem segura

* Estratégias para a prevenção de acidentes de trânsito:

– ver e ser visto;

– ponto cego dos veículos ou ângulos mortos;

– posicionamento na via;

– distância de segurança;

– controle da velocidade;

– cuidados com os demais usuários da via;

– frenagem normal e de emergência;

– verificação permanente do veículos

Fonte: Imprensa Fetrancesc
Fontos: Katherine Dalçóquio da Silva

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