Florianópolis, 4.5.12 -Ao participar do Primeiro Movimento Municipalista para o Desenvolvimento Catarinense – Em Defesa do Plano Municipalista – em São José, na Grande Florianópolis, hoje pela manhã. o presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, disse que estamos atrasados em 30 anos quando o assunto é infraestrutura. Fazia naquele momento referência ao livro do jornalista Moacir Pereira, que havia lido no dia anterior sobre as dificuldades vividas hoje são as mesmas de décadas passadas em Santa Catarina.
O encontro promovido pela Federação Catarinense dos Municípios (Fecam) reuniu prefeitos e presidentes das associações municipais e deputados do Frente Parlamentar Catarinense e deputado estaduais, representantes do setor empresarial como a Fiesc e dos governos estadual federais. Não havia nenhum senador presente. A finalidade do ato foi repassar aos parlamentares, as prioridades levantadas pela Fecam que são as metas para 2012. O presidente da Fecam,prefeito de Siderópolis, Douglas Warmling, apresentou as propostas que os prefeitos escolheram como prioridade para defender junto aos governo federal.
Os prefeitos pretendem defender a conclusão das obras da duplicação da BR-101, início da duplicação da BR-470 e BR-280, BR-282 prometidas há mais de uma década. E de atualização das rodovias estaduais. Está na hora de reformar as estradas, Deinfra, disse um dos prefeitos.
Sobraram críticas ao governo federal e estadual por atrasos nos projetos de infraestrutura, por não aprovar os projetos de saneamento, da falta de repasse das verbas. Alguns reclamaram do piso a ser pago a professores sem o repasse de novos recursos, de mais verbas para a saúde e das emendas dos parlamentares. Os gestores municipais lembraram que se os projetos de infraestrutura de rodovias e os de construção de ferrovias não saírem do papel logo as empresas estarão se transferindo para centros maiores. E como fica a população sem empregos, perguntaram.
O deputado federal, Mauro Mariano, disse ao coordenador do Fórum, deputado federal, Décio Lima, que solicitasse audiência com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, sobre o andamento do projeto da duplicação da BR-280, prometido para abrir licitação em junho. Segundo o deputado, de acordo com informações que ele obteve, novamente está atrasado.
Depois de ouvir prefeitos, o presidente da Fetrancesc disse que o Brasil acabava de ganhar a lei a 12 619 que define a jornada de trabalho e tempo de direção, mas que infelizmente hoje os motoristas são penalizados com as rodovias ruins tornando as viagens demoradas e cansativas, colocando em risco suas vidas.
Lopes também disse que em relação ao pedido de construção de ferrovias, ressaltou que não é contra, mas defende que sejam feitos projetos de integração de modais de transportes, para que a logística funcione e reduza custos. Não dá para pensar em construir uma estrada de ferro sem pensar no global e nas necessidades. Além disso, a preocupação de Lopes é que não é um projeto de curto ou médio prazo e sim de longo prazo e com custos elevados.
O presidente da Comissão de Transporte e Desenvolvimento Urbano da Assembléia Legislativa, deputado Valmir Comin, destacou a atuação do presidente da Fetrancesc na solução do impasse com o Deinfra, uma medida equivocada, disse ele, proibiu a circulação de bitrens no Vale do Araranguá. No mês passado, os transportadores do Vale do Araranguá foram impedidos de trafegar com os bitrens. Mas após uma reunião, da qual participou o deputado Comin, com o secretário de Infraestrutura, Valdi Cobalchini, essa restrição não existe mais.
O coordenador do Fórum Parlamentar, deputado Décio Lima, depois de ouvir todos os pedidos e de que a bancada tenha mais empenho, elogiou a Fecam por reunir os prefeitos e os parlamentares para esse debate. E também por não ter a Federação não ter participado da marcha para Brasília. Segundo ele , o ato criou uma nova forma de se unir em torno de demandas únicas. Falou dos avanços conquistados pelo Brasil, mas não explicou os motivos de tanta lentidão para o início das obras. Sugeriu que outros encontros sejam feitosnesse modelo e que vai buscar informações sobre os diferentes pedidos feitos no local.
Os prefeitos tiveram a promessa dos parlamentares de que lutarão pela divisão igual para todos os municípios dos futuros recursos de royalties do petróleo. O deputado Esperidião Amin lembrou que sem projeto não há liberação de recursos. E que as prefeituras devem se preparar com profissionais capacitados para elaboraras propostas, porque as exigências serão cada vez maiores. Fonte: Imprensa Fetrancesc
Fotos: Juraci Perboni








