Fetrancesc participa de Fórum sobre Mobilidade Urbana que apontou a necessidade de priorizar o ir e vir das pessoas

Fetrancesc participa de Fórum sobre Mobilidade Urbana que apontou a necessidade de priorizar o ir e vir das pessoas

Florianópolis, 23.11.11 – Os especialistas que fizeram o debate sobre mobilidade urbana promovido pelo Grupo RBS foram unânimes em afirmar que estado e municípios devem implantar ações integradas para promover uma melhor movimentação de pessoas.Um sistema viário voltado para as pessoas e com transporte coletivo multimodal.É preciso oferecer opções para reduzir o excessivo número de carros nas ruas, defenderam.
O representante do Movimento Nacional para a Educação no Trânsito (Monatran), José Roberto de Souza, criticou a ideia do governo do estado de construir uma quarta ponte e disse que se pensa apenas numa solução para que as pessoas usem mais o carro. E que são soluções que logo se tornam saturadas. “Ponte não espicha, como querer colocar nossa solução da questão da mobilidade. Construir uma ponte para dois quilômetros não adianta, vamos apenas gastar com o valor,” defende.
Souza chamou atenção para a falta de uma proposta para o uso do mar. “Somos uma ilha cercada de água, o que explica não termos um transporte marítimo? A população não usa transporte publico, porque não tem”, afirma.
Diz – na pesquisa feita pela RBS/Mapa sobre Mobilidade Urbana – que a população quer usar o carro, porque sabe que não tem outra solução! A solução para questão da mobilidade das nossas cidades – Joinville já tem capacidade para ter transportes como metrô leve -. O que as pessoas querem é rapidez, segurança e agilidade. Representantes da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc) participaram do debate sobre os sistemas viário e de transporte nas cidades.
O professor do Departamento de Economia da USP, Ricardo Abramovay, que fez a palestra sobre Mobilidade no Século XXI: a urgência de um sistema não “carrocêntrico”, avaliou o uso dos veículos pelas pessoas que responderam a pesquisa e disse que é necessário mudança de cultura sobre esse meio de transporte, mas antes disso é preciso implantar outros modais e vias apropriadas.”A bicicletas é uma solução perfeita para pequenos deslocamentos como os que os catarinenses afirmaram percorrer no trajeto casa-trabalho”. Para ele, a indústria automobilista e a de petróleo também precisam se envolver para encontrar um modelo em que as pessoas não percam tanto tempo no deslocamento.
Segundo Abramovay, nos últimos anos, as montadoras se preocuparam em fabricar carros maiores, mais rápidos e não mais econômicos.Segundo ele, na maioria das vezes, levam apenas uma pessoa e poluem muito.”Uma inovação para quem menos interessa. A indústria automobilista dos Estado Unidos é segundo maior gasto e publicidade”. Ele defendeu mudança de cultura, mas isso deve passar pelo fim de pensar que ter carro é ter status, além disso a cidade precisa pensar em soluções para todos e não para quem tem carro.
O professor da UFSC, especialista em planejamento urbano, Elson Pereira disse que se surpreendeu com o fato dos entrevistados, 83% deles, terem dito que demoram menos de uma hora para ir e vir de ônibus. Mas para ele, a mobilidade depende de soluções debatidas pela sociedade e que surgirão em “nosso território, do nosso conhecimento, não adianta buscar em outras cidades ou países”, acrescentou.
O governador, Raimundo Colombo, falou depois da apresentação dos números e disse que estará amanhã, em Brasília para solicitar ao governo federal a liberação para fazer o aterro na área continental que possa viabilizar a quarta ponte e 30% desse aterro vai para o setor imobiliário construir. Disse ainda que os números de veículos, que passou de 1.2 milhão para 2,8 milhão em apenas oito anos. Sem contar as motos que era de 340 mil e agora são 691 mil. “A mobilidade urbana é um desafio que temos pela frente”, afirmou Colombo.
Fonte: Imprensa Fetrancesc
Fotos: Juraci Perboni

Compartilhe este post