Florianópolis, 14.5.12 – O serviço de inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem possibilitado a descoberta da venda de drogas a motoristas, inclusive de carga, nas rodovias catarinenses. A informação foi dada pelo superintendente da PRF, Silvinei Vasquez, durante reunião do Conselho de Representantes da Fetrancesc, na sexta-feira, 11 de maio. Segundo ele, as ocorrência não são casos isolados e geram preocupação.
Por isso, a Federação e os sindicatos devem, a partir de agora, receber as informações do envolvimento de condutores profissionais para que os casos sejam analisados e a empresa, quando o motorista for empregado, seja comunicada do fato. O objetivo é reduzir essas ocorrências e além disso, conhecer a origem do problema. Vasquez disse que muitas vezes a empresa nem fica sabendo do envolvimento do motorista, porque ele responde a um termo circunstanciado e recebe como pena, pagamento de cesta básica.
Isso ficou definido depois que conselheiros, como vice-presidente do Setram, Riberto Lima e o presidente do Sindicargas, Cesar Hess, reclamaram da forma como essas informações são levadas à população através da mídia. Lima disse que se criminaliza as empresas, quando a maioria tem controle, através de rastreamento, e sabe dos horários de parada e oferece qualidade no trabalho.
Para ele, é preciso que os policiais informem com clareza à imprensa sobre cada ocorrência, especialmente se o motorista é de empresa ou autônomo e para quem está transportado a carga. Hess acredita que isso vai acabar com a ideia de que as transportadoras exigem entregar a carga em menos horas do que o necessário. Lima defende que é preciso acabar com a pecha de que são todos drogados e traficantes.
Registro precisa ter mais dados sobre tipo de ocorrência
Por isso, o presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, entende que vai ajudar a combater o problema e acabar com o que é divulgado na mídia, se a PRF e as outras policias começarem a registrar se o motorista transporta para uma empresa de transporte ou não, quanto tempo está dirigindo e se isso for repassado também as entidades patronais e laborais. Vai deixar claro onde está a deficiência e combatê-la.
Além do assunto do uso de drogas por parte dos motoristas, Vasquez elogiou a atuação do presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes e do presidente da Fetcesp, Flávio Bennati, que tiveram o encontro com a diretora geral da PRF Maria Alice Nascimento Souza, há duas semanas, para levar a preocupação sobre a lei 12.619 que regulamenta a jornada de trabalho do motorista e entra em vigor em 45 dias a contar de 30 de abril. E sobre os problemas das rodovias. Lopes insistiu que é necessário aumentar o efetivo no Brasil e em Santa Catarina para melhor controle nas estradas.
Mais policiais para as estradas federais em Santa Catarina
O superintendente também fez um relato do trabalho da PRF de combater assaltos de motoristas de carga e de passageiros nas rodovias federais. Segundo ele, desde que assumiu o cargo, houve uma redução de ocorrências com a prisão de várias quadrilhas.
Afirmou que está trocando os responsáveis pelos postos da PRF trazendo policiais de outros estados. Disse que deve ter mais 100 policiais até o fim do ano. Hoje são somente 400 policiais. Adiantou que vai abrir um Posto em Água Doce, atendendo solicitação da Fetrancesc e que no local terá balança. Outro ponto, esse coberto, será em São Miguel do Oeste.
Vasquez também disse que vai verificar os diversos limites de velocidades em curtos trechos das rodovias para depois conversar com os representantes do DNIT, porque cabe a este órgão a mudança e instalação dessas placas. O diretor de Relações Institucionais, Darci Zanotelli, lembrou que na BR-282 tem um trecho com o máximo de 40 Km/h.
Isso tem gerado multas, pois não há sinalização eficiente para a desaceleração. Ele já solicitou providências ao DNIT. O diretor da Fetrancesc, Osmar Ricardo Labes, citou o caso da BR-101, no Morro do Boi, em que o limite é diferente para caminhões e carros.
Mas no topo é tudo igual, inclusive na descida. Ele perguntou como pode ser o mesmo limite. Foi lembrado ainda, esse mesmo problema na frente dos postos da PRF.
Sobre a velocidade, embriaguez, uso de outras drogas e imprudências de motoristas e motociclistas, Vasquez disse que há um aumento do uso de radares que possibilitam três mil imagens que revelam as diferentes infrações.
O Detran precisa dar celeridade ao processamento das multas disse o superintendente, porque o atraso desse serviço impede o andamento dos processos.
Outra dúvida é sobre a atuação da concessionária na proibição de circulação de veículos nas rodovias, o inspetor da PRF afirmou que esse tipo de ação é exclusiva da PRF. Fonte: imprensa Fetrancesc
Fotos: Katherine Dalçóquio da Silva





