Librelato recebe a Ordem do Mérito Indústrial da Fiesc

Librelato recebe a Ordem do Mérito Indústrial da Fiesc

Florianópolis, 23.7.12 –  A Federação das Indústrias (Fiesc) entregou nesta sexta-feira, dia 20, a Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina, a mais alta condecoração da indústria do Estado. Foram homenageados os empresários: Edgar Arnold (Industrial Rex, de Braço do Trombudo), Fernando Marcondes de Mattos (Inplac, de Biguaçu), José Carlos Librelato (Grupo Librelato, de Orleans), Luiz Tarquinio Sardinha Ferro (Tupy, de Joinville) e Márcio Vaccaro (Rafitec Embalagens, de Xaxim). O empresário Décio da Silva (Weg, de Jaraguá do Sul) recebeu a Ordem do Mérito Industrial da CNI, a mais importante condecoração da indústria brasileira. A solenidade de entrega das comendas encerrou a Jornada Inovação e Competitividade da Indústria Catarinense, que o Sistema Fiesc iniciou dia 16. “Todos são merecedores da homenagem pela contribuição à indústria do Estado e do Brasil. São industriais que correm riscos, investem em condições adversas e apesar das dificuldades mantêm os investimentos, geram empregos e receitas ao poder publico”, afirmou o presidente do Sistema Fiesc, Glauco José Côrte, que conduziu a cerimônia de homenagens.
O tenista Gustavo Kuerten, que integra campanha do Sistema Fiesc pela valorização da indústria, participou da abertura da solenidade. Guga lembrou que muitas empresas catarinenses o apoiaram e que os homenageados serviram de exemplo tanto na época em que estava nas quadras quanto hoje, pois agora são novos desafios. “Está sendo muito gratificante e um aprendizado conhecer de perto o potencial de Santa Catarina, do seu povo e da indústria”, disse ele, destacando o momento delicado pelo qual passa o setor industrial. “O Estado vai encontrar uma forma de superar e ir além”, afirmou.
O empresário Fernando Marcondes de Mattos falou em nome dos homenageados com a distinção catarinense. “Por causa dela estamos tendo a oportunidade de corrigir muitas coisas, como baixar a taxa de juros e mexer no câmbio. Estou confiante e seguro de que a presidente Dilma levará o Brasil para um grande futuro”, disse.
“Foi com grande honra que recebi a homenagem. Compartilho com os colaboradores e diretores que me acompanharam na jornada”, afirmou Décio da Silva, lembrando que a Weg emprega mais de 25 mil trabalhadores no mundo.  “Nos 18 anos como presidente a empresa cresceu a taxas elevadas, mas resultados são apenas uma parte dos desafios. A missão é a continuidade e a perenidade da empresa”, enfatizou. Destacou que o governo precisa ser mais eficiente para o Brasil poder crescer e que é preciso aumentar os investimentos e eliminar os gargalos de infraestrutura. “Estamos vivendo num mundo globalizado. Há que se refletir o modelo das instituições e alinhá-las aos novos tempos”. Para ele, “os homenageados são grandes exemplos de empreendedorismo e são pessoas que têm vontade de enfrentar desafios”.
Em seu discurso, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou que apesar da crise esse é o momento do Brasil e que os empresários não podem perder a confiança. “O país está preparado para sair da crise numa condição melhor e mais avançada”. Salvatti também afirmou que em agosto o governo deve ampliar a política de redução de impostos e que a presidente Dilma deve enfrentar o Custo Brasil com a redução dos custos de produção e de energia.
O vice-presidente da CNI, Paulo Tigre, afirmou que o desenvolvimento sustentável passa obrigatoriamente pelo avanço tecnológico. “Ele agrega valor aos produtos e potencializa a competitividade”, disse.
A Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina, criada em 2000, reconhece as contribuições de industriais ao desenvolvimento da indústria catarinense. O Mérito Sindical é conferido aos sindicatos que cooperam para o fortalecimento da representatividade empresarial catarinense e que permanecem filiados à FIESC por um longo período.

Perfil dos industriais homenageados

Décio da Silva: é formado em engenharia mecânica pela UFSC, em administração de empresas pela Esag/Furj, além de ser técnico mecânico pela Escola Técnica da Tupy, de Joinville. Iniciou a carreira profissional na Weg em 1979 na engenharia da qualidade passando pelas áreas industrial, comercial e em 1989 chegou à presidência. Nos 18 anos em que esteve à frente do Grupo Weg, a empresa aumentou o faturamento de R$ 116 milhões para R$ 4,4 bilhões. O quadro de pessoal passou de 7.698 para 18.522 trabalhadores no período. Atualmente Décio preside o conselho de administração da Weg, da WPA Participações e Serviços, da Brasil Foods e da Oxford Porcelanas. Hoje, a companhia tem 24,5 mil funcionários e faturou R$ 6,13 bilhões em 2011. A empresa, uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo, atua nas áreas de comando e proteção, variação de velocidade, automação de processos industriais, geração e distribuição de energia e tintas e vernizes industriais.

Edgar Arnold: é fundador da Industrial Rex, de Braço do Trombudo, no Alto Vale do Itajaí. Há 54 anos no mercado, a empresa iniciou suas atividades como prestadora de serviços mecânicos e com a fabricação artesanal de peças para caminhões, máquinas e equipamentos. Com a evolução do setor metalmecânico, a partir da década de 1970 a empresa investiu em tecnologia e voltou-se à fabricação de parafusos, porcas, arruelas, entre outros produtos que atendem os setores automotivo, construção civil, moveleiro e agrícola. A Rex emprega 600 trabalhadores e atua nos mercado brasileiro e no Mercosul.    

Fernando Marcondes de Mattos: formado em Direito, Marcondes de Mattos é ex-professor de economia política da UFSC, atuou no Codesul, Eletrosul e Santainvest. Fundou e preside a Inplac Indústria de Plásticos, de Biguaçu, o Costão do Santinho Resort, o Costão Ville e o Costão Golf, todos empreendimentos com sede em Florianópolis. Com faturamento de cerca de R$ 200 milhões por ano, a Inplac emprega cerca de mil trabalhadores e é a maior produtora de sacos valvulados à base de polietileno da América do Sul. Em 2011, produziu mais de 200 milhões de embalagens para ensacar fertilizantes, cal, calcário e argamassa. A companhia atende o mercado brasileiro e exporta aos Estados Unidos. O Costão do Santinho Resort, empreendimento de 120 mil metros quadrados, fatura aproximadamente R$ 90 milhões por ano e emprega 700 pessoas.

José Carlos Librelato: está à frente do Grupo Librelato, de Orleans, empresa que está entre as líderes no Brasil na fabricação de implementos rodoviários e se destaca na produção de linha pesada, que engloba reboques, semirreboques e carrocerias para caminhões. A empresa, que começou como uma modesta serraria, contabilizou recordes de vendas e já foi apontada pela Revista Exame como uma das empresas que mais crescem no Brasil. Em 2010, a Librelato atingiu a quarta posição no ranking das maiores empresas do ramo de implementos do país, crescendo 40% ao ano. Com faturamento anual de 400 milhões, a companhia emprega 1,6 mil trabalhadores e atua no Brasil, no Mercosul e nos países africanos. Além de Orleans, o Grupo tem fábricas em Criciúma, Capivari de Baixo e Içara. 

Luiz Tarquinio Sardinha Ferro: formado em economia pela Universidade de Brasília, Tarquinio presidiu a Previ, maior fundo de pensão da América Latina, e o conselho de administração da Vale, a segunda maior mineradora do mundo e a maior empresa privada da América Latina. Em janeiro de 2003 assumiu a presidência da Tupy, de Joinville, inaugurando uma nova fase da empresa. Tarquinio recebeu a empresa com receita líquida de R$ 833 milhões e em 2011 o indicador alcançou R$ 2,18 bilhões. A companhia emprega cerca de 9,5 mil colaboradores, sendo 8 mil em Joinville e 1,5 mil em Mauá. Em abril, a Tupy adquiriu por US$ 439 milhões duas fábricas no México e em junho inaugurou mais uma unidade no seu parque industrial em Joinville, com investimentos de R$ 157 milhões, tornando-se a maior fabricante mundial de cabeçotes e blocos de motor para a indústria automotiva.

Márcio Vaccaro: é diretor-presidente de uma das maiores fábricas de sacarias de ráfia do Brasil, a Rafitec, com sede em Xaxim. A empresa, com 1,1 mil trabalhadores, tem três fábricas, que juntas somam mais de 30 mil metros de área construída. A companhia, que cresce cerca de 20% ao ano, produz diversos tipos de embalagens para acondicionar cereais, ração, sementes, fertilizantes e produtos químicos. Vaccaro também atuou na pesquisa e no desenvolvimento de sementes na empresa Agroeste, que hoje faz parte do Grupo Monsanto, e fundou o Sindicato das Indústrias do Plástico do Oeste de Santa Catarina (Sindiplasc) e ainda atua na área imobiliária, além possuir plantação de açaí com mais de mil hectares no Pará.
Fonte: Dami Cristina Radin/Assessoria de Imprensa do Sistema Fiesc

 Vídeo da homenagem à Librelato
http://www.tvindustriasc.com.br/index.php/institucional/285-jose-c-librelato-librelato

Legenda foto: José Carlos Librelato, do Grupo Librelato, recebe a Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina (foto: Marcus Quint)

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