Florianópolis, 19.1.12 – O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc), Pedro Lopes, esteve presente como integrante do Conselho das Federações Empresariais de SC (Cofem), ontem, 18 de janeiro, no Centro Administrativo, durante a entrega dos termos do acordo firmado na última segunda-feira, dia 16, entre as centrais do segmento laboral e as federações empresariais sobre o assunto. O governador Raimundo Colombo vai assinar no próximo dia 27, na Federação das Indústrias (FIESC), o projeto de lei a ser encaminhado em regime de urgência à Assembleia Legislativa com o reajuste das quatro faixas do mínimo estadual. E a convite do presidente da FIESC, Glauco José Côrte, a solenidade para assinatura contará com a presença de representantes do setor empresarial e dos trabalhadores.
Colombo ressaltou a importância da harmonia entre empregadores e trabalhadores, inclusive para a atração de investimentos para Santa Catarina. “Isso dá segurança”, afirmou, lembrando que a construção do entendimento nem sempre é fácil.
“Estava sendo debatido desde o final do ano passado. O Cofem apresentou o que acreditava ser de melhor reajuste dentro de cada seguimento e entramos em um consenso. Portanto foi ajustado e não se tornou uma decisão traumática”, declarou Lopes.
Côrte destacou que as negociações para definir os novos valores do mínimo estadual transcorreram em alto nível. “Temos o compromisso de manter o mesmo empenho na relação harmoniosa e no diálogo. Nosso objetivo comum é gerar empregos em Santa Catarina, estimular os investimentos e promover a qualidade de vida”, disse.
Estiveram representando os trabalhadores, o diretor da Federação dos Trabalhadores no Comércio (Fecesc), Ivo Castanheira, que afirmou “o diálogo no processo de negociação mostra o amadurecimento dos dois segmentos da sociedade”, referindo-se aos trabalhadores e aos empregadores.
Os índices acordados entre as centrais de trabalhadores e as federações empresariais na segunda-feira variam entre 9,6% e 11,1% (veja abaixo), elevando os pisos que valerão para este ano para valores entre R$ 700 e R$ 800. O documento assinado por federações empresariais e laborais, sindicatos e centrais será entregue agora ao governo do estado, para a elaboração do projeto de lei que precisa ser encaminhado pelo Executivo à Assembleia Legislativa.
A primeira faixa do mínimo catarinense, que estava em R$ 630, foi a que teve o maior reajuste (11,1%) e foi para R$ 700. A segunda faixa passou de R$ 660 para R$ 725, com elevação de 9,8%, a terceira de R$ 695 para 764 e a quarta de R$ 730 para R$ 800.
Veja a tabela com os valores que eram praticados em 2010, 2011 e os que estarão no projeto de lei a ser encaminhado à Assembleia
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Lei Complementar |
Lei Complementar |
Piso |
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Primeira Faixa |
R$ 587,00 |
R$ 630,00 |
R$ 700,00 |
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Segunda Faixa |
R$ 616,00 |
R$ 660,00 |
R$ 725,00 |
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Terceira Faixa |
R$ 647,00 |
R$ 695,00 |
R$ 764,00 |
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Quarta Faixa |
R$ 679,00 |
R$ 730,00 |
R$ 800,00 |
Fonte: Elmar Meurer/ Imprensa FIESC e Katherine Dalçóquio da Silva/ Imprensa Fetrancesc