Capivari de Baixo, 13.9.11 – O histórico negativo da duplicação no atrasado Lote 25, entre Capivari de Baixo e Imbituba, ganhou mais um capítulo ontem, com uma manifestação que bloqueou a rodovia no trevo de acesso a Capivari de Baixo durante 10 minutos.
Por conta da lentidão dos trabalhos nos últimos dois meses, que empurra a conclusão do trecho para julho de 2012, moradores e políticos “celebraram” essa marca com um bolo que foi distribuído até para os motoristas. A iniciativa do protesto partiu da prefeitura, Câmara de Vereadores e outras entidades. Por volta das 10h30min, dezenas de pessoas se aglomeraram nas imediações da rótula que, por causa do péssimo estado do asfalto, provoca longas filas quase que diariamente. Uma mesa com um bolo foi colocada bem no meio da pista do sentido sul-norte.
– Há mais de 60 dias, as obras não evoluem neste local, o que prejudica a cidade e milhares de motoristas – comentou o prefeito Luiz Carlos Brunel Alves, que foi à “festa” usando um chapeuzinho de papel e nariz de palhaço para simbolizar o sentimento da comunidade em relação aos prazos estabelecidos pelo Dnit .
Em março, o consórcio Blokos-Araguaia-Emparsanco anunciou a retomada dos trabalhos no Lote 25 com força total após um período de três anos marcados por dificuldades financeiras das empreiteiras e diversas paralisações. No final daquele mês, os operários iniciaram os preparativos para a construção do elevado de 220 metros de extensão no lugar da rótula. Mas a iniciativa durou pouco. A obra não chegou a parar completamente, mas o prazo para encerrar os trabalhos no final de 2011, segundo a expectativa, não será cumprido. Hoje, o Dnit prevê que o Lote 25 só fique pronto em julho de 2012 e um processo de rescisão de contrato já está em andamento em Brasília caso ocorram novos problemas.
– O consórcio diminuiu o ritmo por uns dois meses por falta de dinheiro, mas conseguiu um financiamento que garante a retomada das obras nos próximos dias. A situação estava ruim para as empreiteiras e chegamos a protocolar um processo de rescisão que pode ser arquivado se tudo correr como o esperado, ou até mesmo ser colocado em prática, caso as obras não apareçam conforme nos prometeram – diz o superintendente do Dnit em Tubarão, Avani Aguiar Sá.
Fonte: Marcelo Becker/ Diário Catarinense
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