Milho caro ameaça seis agroindústrias

Milho caro ameaça seis agroindústrias

Florianópolis, 10.9.12 – O alto preço do milho em função da maior seca dos Estados Unidos e do elevado custo do frete da Região Centro-Oeste até Santa Catarina, estão ameaçando o futuro de seis médias agroindústrias do Estado. O alerta é do vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária (Faesc), Enori Barbieri, que também é presidente da Cidasc. Segundo ele, essas empresas estão com dificuldades para manter suas atividades diante do alto custo da alimentação animal, por isso é fundamental o governo federal e o governo estadual buscarem alternativas para ajudar o setor. Ele lembra que o agronegócio tem garantido o superávit comercial do país há anos e, por isso, deve receber apoio.
Uma sugestão para o problema foi feita pelo deputado federal Valdir Colatto. Ele propôs à Conab repassar aos estados o valor que paga hoje pelo frete, R$ 250 por tonelada de milho, e os estados complementariam a diferença até mais de R$ 300, que é o preço total. Colatto conversou com o ministro da Agricultura Mendes Ribeiro, e com o governador Raimundo Colombo. O governador autorizou ele a negociar com o governo federal um acordo. A busca do insumo será em Goiás e no Mato Grosso.

Nenhum avanço

A Conab realizou ontem um leilão para a contratação de frete para 30 mil toneladas de milho, mas somente quatro empresas participaram e uma só seria para Santa Catarina. A nota técnica da Conab sai segunda. Não falta milho no Brasil, o que falta é transporte. Segunda, às 15h, a Conab fará mais uma reunião com o Ministério da Fazenda para buscar uma saída.
A propósito, a ferrovia Norte-Sul, que ainda é só um projeto, faz muita falta.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense (edição de sexta-feira 07/09)

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