Corupá, 16.3.12 – Três dias após a morte das gêmeas Raquelli e Raelli Melchert, 20 anos, na BR-280, em Corupá, o acidente envolvendo o caminhão de bobinas de papel ainda é o principal assunto nas rodas de conversa da cidade. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as causas do acidente, e a expectativa é de que a investigação seja concluída em 30 dias.
O responsável pela delegacia de Corupá, Maurício Francisco, espera a conclusão do atestado de óbito e do boletim de acidente de trânsito da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para começar os depoimentos. Os familiares das jovens devem ser ouvidos na segunda-feira.
O caminhoneiro Vanderlei Pedro Sampaio, 44 anos, e representantes da El-Kouba, empresa que fazia o transporte das bobinas, e da fabricante do material serão intimados por meio de carta e devem prestar esclarecimentos na delegacia de Três Barras, onde fica a sede das empresas.
O resultado da perícia no caminhão e a análise do tacógrafo devem ajudar a descobrir o que causou o acidente e quem são os responsáveis. Segundo Francisco, o motorista deve responder por homicídio culposo (sem intenção de matar), mas outras pessoas poderão ser indiciadas no decorrer da investigação.
Polícia quer descobrir se as bobinas foram bem amarradas
O delegado Adriano Spolaor, que abriu o inquérito em Jaraguá do Sul depois que a família registrou a ocorrência, informou que o caminhão será periciado hoje e o resultado deve ficar pronto em 10 dias. Spolaor explica que o objetivo é avaliar se as bobinas foram amarradas da forma correta.
Em nota oficial enviada ontem, a transportadora El Kouba informou que lamenta a morte das irmãs e que segue rigorosos padrões de qualidade e segurança e que o acidente foi um caso totalmente isolado. A empresa também ressaltou que “está prestando todas as informações às autoridades competentes e colaborando com as investigações para que a causa do acidente seja apurada o mais breve possível”.
A reportagem procurou a família das gêmeas, mas foi informada que todos estão muito abalados e preferem não falar sobre o caso. No dia do acidente, o irmão das jovens, Gerson Melchert, contou que a transportadora entrou em contato com ele e se colocou à disposição para ajudar a família.
Fonte: Daiane Zanghelini/ Diário Catarinense