Nova fase ao transporte

Nova fase ao transporte

  • Florianópolis, 1º.8.12 – As duas mudanças importantes ao setor de transporte de carga do Brasil, a substituição da carta-frete pelo cartão-frete e as novas regras sobre horários de trabalho da categoria de motoristas, que causaram protestos com fechamentos de rodovias até ontem, vão viabilizar uma nova fase ao transporte rodoviáiro. Essas alterações visam a maior formalização e segurança nas estradas. O cartão-frete, que registra, eletronicamente, o trajeto de uma carga da origem ao destino, vai conter a informalidade e tornar mais justos os pagamentos de serviços e combustíveis. E a nova legislação trabalhista visa a maior segurança nas estradas e aos trabalhadores, que, agora, têm que parar mais para se alimentar e descansar. Na avaliação do presidente da Federação das Empresas de Transportes do Estado (Fetrancesc), Pedro Lopes, eram esperadas críticas, mas o setor vai se adaptar. Segundo ele, a criação do cartão-frete ocorreu mais porque o setor de transporte de cargas, no Brasil, faturava, em 2010, cerca de R$ 176 bilhões, mas somente R$ 70 bilhões eram tributados e R$ 45 bilhões estavam na informalidade. Há um interesse dos governos em formalizar isto.

  • Na ponta do lápis

    Uma das vantagens da formalização de todo o transporte de autônomos, segundo Pedro Lopes, presidente da Fetrancesc, é que o setor vai saber os seus reais custos. Cálculos apontam que um caminhão de três eixos, parado, custa R$ 13.800 por mês, considerando custos de manutenção, financeiros e com empregados.
    Os aumentos de custos, com as mudanças, devem ser repassados aos preços do frete, diz o empresário.
    Fonte: Estela Benetti/Informe Econômico/Diário Catarinense

  • Compartilhe este post