Florianópolis, 20.9.11 – A Operação Ágata 2, que começou ontem e não tem data para acabar, promete vasculhar as fronteiras de Santa Catarina. Por tempo indeterminado, haverá a fiscalização de estradas, patrulha de rios e inspeção de pistas e atracadouros clandestinos.
A ação pretende combater os crimes de fronteira e promover a integração entre órgãos de segurança e fiscalização federais, estaduais e municipais. De acordo com o general Décio dos Santos Brasil só entre militares, serão 500 envolvidos. Para ele, a operação vai ajudar a combater o contrabando de produtos ilegais e de drogas ilícitas.
– A grande ofensiva será no Paraná, que é a rota dos ilícitos. Santa Catarina é basicamente secundário, é região de passagem. Mas esperamos que as ações venham a contribuir para a segurança – explica.
A missão faz parte do Plano Estratégico de Fronteiras, instituído por decreto presidencial em junho. Só das Forças Armadas, , o efetivo deverá ser de 7 mil. Na primeira parte da operação, o foco eram as fronteiras da região Amazônica. Houve destruição de pistas clandestinas e repressão a crimes ambientais, como o garimpo ilegal, o desmatamento e a invasão de reservas indígenas.
Agora, serão os limites – e os 150 quilômetros além das fronteiras – dos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e SC que serão o alvo da tarefa. Participam da Ágata 2, além das Forças Armadas, a Receita Federal, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Força Nacional de Segurança Pública, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e órgãos estaduais e municipais.
Na ofensiva também devem ter iniciativas em favor das comunidades pobres, como atendimento médico e odontológico. Numa segunda etapa, o plano prevê, ainda, a cooperação com os países vizinhos ao Brasil, no combate às práticas ilícitas.
Fonte: Gabrielle Bittelbrun/ Diário Catarinense (17.9.11)
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