Participantes de debate revelam incertezas em relação a impactos do Proconve

Participantes de debate revelam incertezas em relação a impactos do Proconve

Brasília, 27.10. 11 – Dúvidas em relação aos impactos da próxima fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) foram novamente explicitadas por transportadores e revendedores de combustíveis, em debate promovido nessa terça-feira (25) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Paralelo ao 18º Salão Internacional do Transporte (Fenatran), o evento Diesel e Emissões em Debate – Os preparativos finais para a nova legislação 2012 – aconteceu no Hotel Holliday Inn Parque Anhembi, em São Paulo.
Todos os participantes do encontro foram unânimes em afirmar que farão sua parte para garantir o cumprimento das novas metas de redução das emissões da Fase P7 (veículos pesados) do Proconve, que estará em vigor a partir de janeiro de 2012. Durante o debate foram feitos questionamentos sobre o aumento de custos operacionais no transporte, a disponibilidade e o preço final do diesel S-50, além do aditivo Arla-32, ambos obrigatórios para os novos veículos.
O presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis),  Ricardo Hashimoto, disse que é favorável, como cidadão, aos novos padrões estabelecidos na Fase P7. Como representante do setor, no entanto, citou alguns motivos de preocupação, entre os quais a necessidade de treinamento dos frentistas para evitar erros no abastecimento dos novos veículos e a qualidade do diesel S50.
Flávio Benatti, presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), lembrou a indefinição no preço do diesel e no valor final dos novos veículos e previu que o setor vai conviver com dificuldades a partir do ano que vem, com o aumento dos custos operacionais. Benatti propôs a divisão de responsabilidades pelos novos custos e acrescentou que “essa conta não tem que ficar para o transportador.”
Sérgio Fortes, representante da Petrobras, disse que ainda não consegue estimar o valor do diesel, mas admitiu que ele será mais caro para a distribuidora que as versões do combustível com maior teor de enxofre. Ao fazer comentários finais sobre suas expectativas em relação ao Proconve, o superintendente de Abastecimento (SAB) da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Dirceu Amorelli, lembrou que a órgão regulador tem um excelente relacionamento com todos os agentes de mercado e acredita que eles estarão preparados para 2012.
Mário Saltini, da Anfavea, também mostrou otimismo em relação à nova fase do Proconve e disse não ter dúvidas de que haverá problemas pontuais, mas eles serão superados.
Fonte: Sueli Montenegro/ Agência CNT de Notícias

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