Florianópolis, 21.5.12 – É muito cedo para dizer, mas “esperamos que não seja mais uma promessa”, disse o presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, sobre a presença da presidente Dilma Rousseff agora à tarde em Laguna, para assinar a ordem de serviço da ponte estaiada — suspensa por cabos — do Canal Laranjeiras, no trecho Sul da BR-101, em Santa Catarina.
E ainda sobre os anúncios que ela deve fazer para a licitação do túnel para a execução do Morro do Formigão e do projeto dos dois túneis Morro do Morro do Boi e dos projetos de duplicação da BR-470, da BR-280 e outros investimentos, no total de R$ 4,7 bilhões.
Para Lopes, mesmo que esses recursos venham e que as obras da 101 comecem dificilmente, estará concluídas em 2014, como aponta o DNIT. A Ponte de Laranjeiras ainda tem pendências no Tribunal de Contas da União (TCU), pois o valor elevado de quase R$ 600 milhões, estaria sendo questionado. Além disso, tem a questão ambiental da obra. O túnel do Morro do Formigão chegou a ter uma licitação concluída, mas depois por denuncia souberam que quem fez o projeto também era sócio do vencedor para fazer a execução da obra. Começa tudo do zero, agora.
Lopes disse ainda que não entende como se decidiu construir dois túneis no Morro dos Cavalos ao invés de um como estava na proposta inicial. O presidente da Fetrancesc vê nesse trecho problemas, pois de um lado se trata da transferência da praça de pedágio de Palhoça para Paulo Lopes e por isso, mais um trecho de concessão. E do outro, acertam a licitação dos túneis. Não deveria haver uma negociação antes para definir quem será o responsávelpela obra, do governo ou das concessionária, pergunta ele.
O presidente Lopes ressaltou que a construção de uma quarta pista no local conforme anunciado pelo superintendente do DNIT, João José dos Santos, vai fazer o pessoal esquecer dos túneis. Vão notar que uma via a mais, algo muito mais simples que um túnel, já resolve o gargalo junto com a adequação das pontes. O líder empresarial também critica os encaminhamentos dos outros projetos que não tiveram a discussão da sociedade.
Fonte: Imprensa Fetrancesc