Florianópolis, 18.1.13 – O argentino Andres Martinez, 39 anos, seguia para Bombinhas quando foi parado numa blitz realizada por entidades de trânsito em SC. A viagem foi interrompida, ontem, no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Biguaçu porque ele não portava os documentos do carro. Assim como ele, outros 18 visitantes de outros países foram multados na primeira operação após a criação do sistema de multas para estrangeiros do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), em vigor há dois meses.
F oram fiscalizados 120 carros, houve 18 autuações, 90% delas de turistas da Argentina. A maioria das multas foi aplicada pelo não uso do cinto de segurança, ocupação de passageiros acima do permitido e falta de documentos obrigatórios.
A van da paraguaia Lúcia Cabral, de 40 anos, foi uma das que ficaram no posto da PRF. Ela viajava com a família e amigos para Florianópolis. O marido de Lúcia teve que pegar um táxi até Itapema, onde estavam instalados, para buscar o documento. Eles terão de pagar uma segunda multa, pois o carro com oito lugares estava com excesso de passageiros. No total, 11.
– Deixamos o documento lá pois estávamos com medo de sermos roubados. Há 10 anos nós viemos para cá e é a primeira fez que passamos por uma blitz – conta Lúcia.
Infrações antigas também estão sendo cobradas
As multas ficam registradas em um sistema criado pelo Detran e que já somou quase 500 autuações. A PRF conta com um sistema próprio e tem registrado 1.807 infrações em 2012 e 47 neste ano. Como a PRF já cadastra as infrações de estrangeiros há anos, seis visitantes que estavam com multas em aberto receberam uma guia de pagamento e tiveram que deixar o documento do carro no posto, que só será entregue depois de tudo quitado.
– Queremos mostrar que o turista é bem vindo, mas tem que andar dentro das normas – afirma o chefe de comunicação da PRF, Luiz Graziano. Ele destacou que também houve distribuição de cartilhas educativas.
A ação foi realizada pela PRF em conjunto com o Detran, Polícia Militar e as guardas municipais de Florianópolis e São José.
Fonte: Roberta Kremer/ Diário Catarinense