Florianópolis, 17.11.11 – Florianópolis conta com uma frota de 280 mil veículos que, somada ao número da Grande Florianópolis, chega aos 500 mil carros. A falta de integração entre os projetos para organizar toda esta frota ficou evidente durante o Painel.
Todos os participantes defenderam a necessidade de investimento no transporte público de qualidade, para que as pessoas deixem de usar o automóvel e prefiram aderir ao transporte de massa.
Esta é a principal questão que não sai do papel por causa da falta de visão integrada entre as cidades da Grande Florianópolis.
Enquanto o vice-prefeito da Capital, João Batista Nunes defendeu o BRT (Bus Rapid Transit), com ônibus articulados circulando em vias próprias, o presidente do Deinfra, Paulo Meller, demonstrou preferência pelo veículo leve sobre trilhos (VLT), como o metrôs de superfície.
O vice-prefeito criticou a postura do Deinfra que, segundo ele, não teria atendido ao pedido de priorização do transporte público nas obras das rodovias estaduais.
Ele sugeriu a criação de uma secretaria estadual especializada em integrar os transportes na região metropolitana de Florianópolis.
O presidente do órgão estadual reconheceu o crescimento desordenado da cidade e expôs que, mesmo privilegiando o transporte individual, algumas obras são necessárias.
– Não adianta duplicar a SC-401 e a SC-405, isso só resolve momentaneamente. Temos que voltar a discutir isso. Mas, na minha opinião, a quarta ponte é ainda o melhor porque precisamos fazer algo – considerou o presidente do Deinfra.
O professor da UFSC Lino Peres apontou a necessidade de um estudo aprofundado de origem e destino, a fim de se apontar quais as medidas mais adequadas ao transporte.
– O Estado que pediu um estudo para o VLT (no governo Luiz Henrique da Silveira), vem agora com quarta ponte desvinculada do plano diretor, da prefeitura que quer o BRT. Isso é esquizofrênico – disse.
O modelo integrado e pensar e atuar sobre mobilidade, na visão dos participantes, passa pela parceria entre prefeituras e pela coordenação de um órgão estadual. E deve levar em conta não só uma, mas várias formas de transporte, inclusive pelo mar.
Fonte: Diário Catarinense
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