Sem patrulheiros nas vias

Sem patrulheiros nas vias

Florianópolis, 22.8.12 – A greve dos policiais federais começa a ter reflexos em questões administrativas. Acidentes com vítimas e obstrução de rodovias estão sendo atendidas; já o envio de informações para a central, solicitação de recursos de multa e boletins não estão sendo feitos.
O comando nacional sugere a redução para 30% do efetivo. Com isso, Santa Catarina poderá ter apenas 135 funcionários trabalhando durante a greve deflagrada por tempo indeterminado.
Ontem, primeiro dia de greve, havia funcionários nos postos e os serviços essenciais eram mantidos – porém, em uma velocidade menor do que a normal. Conforme o Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais (SINPRF/SC), a adesão é de 90%.
O Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais (SindPRF/SC), acatando orientação do comando de greve nacional, está fazendo o registro das ocorrências, mas os envolvidos só receberão quando a greve terminar.
– Nossa avaliação é que o governo não sabe reconhecer o dia a dia. Para a Copa do Mundo foram chamados 3 mil policiais, em um universo de 9 mil no país. Aqui no Estado serão cem os envolvidos. Mesmo que entrem 30 concursados, em algum lugar vai falta gente – disse o policial rodoviário Watson Massatoshi Kajikawa, no posto da PRF em São Miguel, no município de Biguaçu, na Grande Florianópolis.
Ontem, entre e 7h e 17h não havia registro de acidente no trecho entre Tijucas e Via Expressa (BR-282).
– Os policiais compareceram aos postos e as atividades seguem o tempo permitido. Se tivermos três dias para encaminhar uma ocorrência, com certeza faremos isso dentro do prazo legal, mas não virando noites.
Fonte: Ângela Bastos/ Diário Catarinense

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