Concórdia, 17.8.12 – A operação padrão da Receita Federal, Anvisa, Ministério da Agricultura e Polícia Federal na aduana de Dionísio Cerqueiratem trazido prejuízos para os transportadores de carga.Associados do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do Oeste e Meio-oeste de Santa Catarina (Setcom) têm atrasado as entregas com a greve dos funcionários públicos da alfândega. O presidente do Setcom, Paulo Simioni, enviou ofício à presidente Dilma Rousseff com o pedido de uma solução rápida para o problema. Ele destacou os prejuízos que o setor enfrenta com essa paralisação. De acordo com o Sindicato havia mais de 50 veículos retidos a espera da liberação da carga, alguns ficaram até 20 dias estacionados.
Ontem, o chefe da Receita Federal da Aduana de Dionísio Cerqueira, Arnaldo Borteze, afirmou que com a operação padrão está havendo um atraso de um dia, não mais do que isso. Segundo ele, a reclamação dos transportadores pode ser pelo atraso que houve coma paralisação dos caminhoneiros há cerca de 20 dias. Ele ressaltou que os atrasos vem ocorrendo antes mesmo da greve. Um das causas é a reforma da Aduana que ocorre simultânea às operações. Outro deficiência, segundo ele, a mais grave e que já foi solicitado providências, porque provoca atrasos de até dois dias para os despachos é a falta de pessoal da Agência da Vigilância Sanitária (Anvisa). Só tem um funcionário para analisar as cargas de produtos alimentícios, inseticidas, matérias primas para alimentos e cosméticos. Depois disso ele envia o relatório para Florianópolis que libera a carga. “Já solicitamos providências junto à Anvisa para que tenha mais pessoal. Seriam necessários mais dois e que avaliação e a autorização de entrada da carga fosse toda no local”, enfatizou Borteze.
De acordo com informação do Setcom, um veículo parado, entre custo fixo, custo variável e perda de produtividade,tem um prejuízo deR$ 1.500,00 por dia. Um levantamento da base do Setcomsegundo o presidente do Setcom, Paulo Simioni, a perda por dia chega R$ 5 milhões.A demora em achar uma solução para as greves dos servidores federais poderá parar a produção das fábricas por falta de matéria prima e até de medicamentos.
Fonte: Juraci Perboni/ Imprensa Fetrancesc
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