Florianópolis, 09.10.12 – Uma tartaruga deve ser o mascote da campanha Alça de Contorno: Obras Já!, que reúne 26 entidades de classe e empresariais na luta pela construção do Contorno de Florianópolis. Ontem, as lideranças participaram de um encontro na Capital para tratar dos detalhes da manifestação programada para o dia 19, na BR-101.
O protesto com panfletagem deve ocorrer nas margens da rodovia, na altura do Shopping Itaguaçu, em São José, das 16h às 18h. O local é um dos maiores pontos de congestionamento, por ligar a BR-101 a BR-282 (Via Expressa). O empresariado está investindo em material de divulgação para alcançar o maior número de pessoas. Serão confeccionadas camisetas com a logomarca da campanha, outdoors, faixas, placas, panfletos, balões, adesivos para carros e ônibus.
Além disso, também será criada uma tartaruga inflável para simbolizar a longa espera de 14 anos para construção da obra e as intermináveis prorrogações.
Novas adesões surgem a cada dia
A adesão de entidades à campanha cresce a cada dia. No começo da ação, 17 entidades ligadas ao Conselho Metropolitano de Desenvolvimento (Comdes) participavam do movimento. Hoje, outras nove organizações se engajaram à causa, inclusive, órgãos governamentais, como a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis.
– A alça de contorno é a obra com condições mais imediatas de sair do papel para melhorar o trânsito das nossas cidades – afirma o secretário de Desenvolvimento Regional, Renato Hinning.
Na reunião, ficou definida que transportadoras catarinenses serão convidados a participar da ação. No dia 16, o grupo deve ir à Assembleia Legislativa chamar os deputados para também aderirem a mobilização.
– Se o poder público não faz a sua parte, chegou a vez da sociedade civil organizada se manifestar – observa a vice-presidente do Comdes, Anita Pires.
Entidades que participam
Associação Brasileira da Indústria de Hoteis (ABIH)
Associação Empresarial e Cultural de Biguaçu (Acibig/CDL)
Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif)
Associação Empresarial da Região Metropolitana de SJ (Aemflo–CDL/SJ)
Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea)
Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Florianópolis
Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia de SC (Crea)
Florianópolis Convention & Visitors Bureau
Associação Floripamanhã
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Santa Catarina
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Palhoça
Sindicato dos Engenheiros no Estado de SC (Senge)
Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Fpolis (SHRBS)
Sindicato dos Corretores de Imóveis de SC (Sindimóveis)
Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB)
Associação dos Engenheiros Agrônomos (Aeagro)
Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de SC (Creci)
Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis de Fpolis (Sescon)
Associação Comercial e Industrial de Palhoça (Acip)
Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Palhoça
Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis de Fpolis (Sescon)
Federação do Comércio de Santa Catarina (Fecomércio)
Associação dos Municípios da Grande Florianópolis (Granflolis)
Secretaria de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis (SDR)
Sindicato da Indústria da Construção Civil da Grande Florianópolis (Sinduscon)
Desvio deveria estar pronto em fevereiro
O Contorno de Florianópolis foi projetado entre o km 175, em Biguaçu, e km 222, em Palhoça e deveria ser construído durante a duplicação da BR-101 Norte para desviar o fluxo pesado de carros da região metropolitana. A obra ficou de herança para a Autopista Litoral Sul.
No contrato com a empresa concessionária da BR-101, a construção do anel viário foi encurtada de 47 para 33 quilômetros.
Pelo contrato, a obra deveria estar pronta em fevereiro e foi prorrogada para 2015. Após pressão popular no ano passado, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) voltou atrás e optou pelo projeto original, mas em duas etapas.
Primeiro seria feito o trecho entre os kms 195,5 e 218,4, que já estão com o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) prontos e audiências públicas marcadas para os dias 16, 17 e 18 nas cidades de Biguaçu, Palhoça e São José.
Em um segundo momento, seria finalizado o restante do traçado, com conclusão prevista para 2017.
A ANTT ainda avalia mais uma mudança no traçado
Este ano um novo entrave surgiu. A prefeitura de Palhoça informou que foi construído um condomínio de casas populares no local onde passaria o contorno e solicitou mudanças do projeto. A ANTT ainda estuda a alteração. Enquanto nada é definido, o tráfego não flui, a economia fica prejudicada e as pessoas sofrem com os atropelamentos constantes resgistrados na região.
Fonte: Roberta Kramer/Diário Catarinense