Florianópolis, 10.7.12 – Em tempos de mil medidas para estimular a competitividade da produção brasileira, a agroindústria catarinense banca, de forma voluntária, um sistema de rastreabilidade e de transporte inteligente que permitirá um ganho logístico de 18 horas, praticamente um dia, no processo de exportação de carnes de frango e suíno. O sistema em software aberto, em desenvolvimento conveniado entre a Escola Politécnica da USP e Furb, com financiamento da Fapesc, entrará imediatamente em fase de teste no Porto de Navegantes e, na sequência, de validação no Ministério da Agricultura e Pecuária. “Essa fase visa justamente mostrar ao governo brasileiro e estadual as vantagens de adotar a tecnologia, para tornar ainda mais confiável o sistema de rastreabilidade catarinense já reconhecido por 150 países”, explica o presidente da Acav e do Sindicarnes, Clever Pirola Ávila.
Sotware aberto
O mesmo sistema que rastreará com etiquetas inteligentes e informações online, os contêineres da agroindústria até o porto e, a partir do ano que vem, da propriedade rural até o frigorífico, está em implantação no setor de medicamentos em São Paulo. Também servirá, de acordo com o professor Eduardo Mario Dias, coordenador do Gaesi, grupo de pesquisa aplicada e de desenvolvimento de soluções nascido no Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas da Escola Politécnica da USP, para o setor de combustíveis. “Em Santa Catarina se tem todos os players dessa cadeia logística das carnes sentados à mesma mesa tomando café. Isso dá uma vantagem muito grande para implementar o processo”, destacou Dias, sobre o software que terá uso praticamente público, com custos muito baixos, se comparados a soluções individuais desenvolvidas em geral por multinacionais.
Fonte: Panorama -ND/Adriana Baldissareli