A sucessão de erros pode provocar a retirada do contorno de Florianópolis do contrato de concessão*

A sucessão de erros pode provocar a retirada do contorno de Florianópolis do contrato de concessão*

Florianópolis, 29.8.13 – Levar ao final o projeto básico do traçado do contorno de Florianópolis não tem sido uma tarefa muito fácil. Passamos pelo debate político quando muitos usufruíram dos momentos dos holofotes para, passada aquela fase, esbarrarmos no conflito que impõe a realidade.
Como explicarmos para as pessoas que ao abrigar um projeto de casas para quem não tinha casa, caso do conjunto habitacional construído na área onde deveria passar do contorno, liberado pela prefeitura de Palhoça, o novo traçado prevê a retirada de suas casas famílias que lutaram para construir, com muito sacrifício, o seu teto. Resumindo, quem não tinha casa passou a ter e quem tinha vai ficar sem casa, muito embora serão indenizados pela concessionária. Entretanto, quando tudo se encaminha para a solução no lado de Palhoça, eis que um novo fato acontece no lado oposto, em Governador Celso Ramos, marco do quilômetro 175.
O prefeito, Juliano Campos, se nega veementemente em assinar a anuência à concessionária a fim de fazer o estudo do terreno, obrigação básica para o encaminhamento do pedido de licença ambiental, exigência do Ibama para conceder a licença prévia. O que podemos concluir do seu desabafo, ele, prefeito sentiu-se discriminado por não ter participado dos holofotes das reuniões em Brasília. Dispara contra todo mundo quando trata do assunto e na imprensa declara que o município não tem como arcar com os custos. 
Está equivocado. Na verdade, o custo não é do município. Quem vai pagar são os usuários da rodovia, que passam nas cinco praças. Não lhe tiro a razão por não ter sido chamado para as fotos, mas que encontre outra maneira de cobrar menos e de se negar a assinar uma anuência protocolar e se não o fizer poderá inviabilizar o projeto ou quem sabe levar a Agência Nacional de Transporte Terrestre a retirar da concessão a obrigatoriedade da obra reduzindo a tarifa até que se resolva tudo.
É muita encrenca para o pouco que vai representar para a mobilidade da Grande Florianópolis, considerando-se o alto custo da obra pela consequência ou inconsequência do ato de quem obrigou a alteração do traçado.
* Pedro Lopes – Presidente da Fetrancesc
Fonte: Notícias do Dia

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