Florianópolis, 9.12.13 – Mais uma cerimônia para assinar uma ordem de serviço de uma obra de infraestrutura para Santa Catarina. Desta vez foi no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presidente da República, Dilma Rousseff, do governador, Raimundo Colombo, ministros e políticos catarinenses, o ato que autorizou o iniciou das obras de dois trechos da duplicação da BR-280, entre São Francisco do Sul e Jaraguá do Sul.
Apesar da pompa, ficou de fora o lote 1, da estrada, entre São Francisco ao entroncamento com a BR-101, porque está embargado. Não se sabe se devemos ficar felizes com o anúncio ou preocupados, porque o histórico é ruim. Demora no início, no andamento e na conclusão das construções. Assim foi com a BR-101 que está há quase 10 anos em duplicação e ainda tem trechos que nem iniciaram e já começou com a BR-470, que teve a ordem de serviço em julho, mas já parou por problemas ambientais.
O que nos impressiona é o repetitivo. Estamos com atraso em infraestrutura de transporte em mais de 30 anos em Santa Catarina e no Brasil. E o fato de todos baterem na mesma tecla de que que o desenvolvimento do Brasil depende de aumentar acapacidade deinfraestrutura não temprovocado mudanças nos modelos dos projetos e de suas execuções. Embora divulguem que as soluções sejam imediatas, há sempre os imbróglios ambientais que não foram previstos.
Não há qualquer movimento tanto para aumentar o valor do investimento, que hoje não chegam a 1% do Produto Interno Bruto inferior ao que era há 10 anos que era de 2% do PIB, como para agilizar a realização das obras. Por que será que nenhum governo se debruça sobre esse problema repetitivo, oneroso e chato de obrasque demoram para começar,nunca terminam, custam milhões e quase sempre, depois de prontas acapacidade satura em poucos anos?
Aumentar a verba e encontrar uma fórmula para fazer obras em menos tempo seria um sucesso estrondoso para qualquer administrador público.
Para começar a mudança deveriam só anunciar a data da inauguração da obra.
Aumento do diesel pode passar do anunciado pelo governo
O aumento do diesel de 8% nas refinarias e que deveria ser, segundo analista de 6% para o consumidor final, já passa dos 7% em muitos postos. E isso vai atingir dramaticamente as transportadoras que estão com contratos de fretes firmados e não terão como repassar esse aumento. Na planilha de custos das empresas de transporte o maior peso, de 40%, é do óleo diesel.
* Pedro Lopes – Presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc) – artigo publicado na coluna Fetrancesc/ Sest Senat
Fonte: Notícias do Dia (05/12)