Florianópolis, 19.12.13 – Quando os catarinenses acham que os problemas rodoviários chegaram no limite, eis que surgem fatos novos a revelar a falta de prestígio e de efetiva representatividade de SC em Brasília. O estudo técnico realizado pelo engenheiro Ricardo Saporiti, a pedido da Fiesc, sobre a situação da BR-116, no trecho concedido à OHL, o grupo que também explora a BR-101 Norte, é mais uma prova concreta do desrespeito de órgãos do governo federal para com o Estado.
A BR-116 tem cinco praças de pedágio, das quais três em território catarinense e duas no Paraná. Pois a maior parte da receita, que deveria ser destinada a investimentos na rodovia em SC, foi desviada quase que totalmente para o trecho paranaense. Até a duplicação na região metropolitana de Curitiba está sendo concluída com estes recursos do pedágio.
E Santa Catarina? A obrigação da OHL de implantar a terceira faixa em 41,7 quilômetros (a maior parte na Serra do Espigão) fica agora adiada para 2020. Isto mesmo, prorrogada para mais seis anos. Atraso de outros três anos nas vias laterais – fundamentais – na congestionada região de Mafra.
Por que tanta negligência da ANTT em exigir o cumprimento do contrato em relação ao trecho catarinense? Quais os motivos desta prioridade para os paranaenses? Que penalidades estão sendo aplicadas a concessionária por esta inadimplência que implica em acidentes, custos e perda de vidas humanas?
Chegamos ao fundo do poço? Pelo jeito, em relação às rodovias federais, o poço não tem fundo.
Conto de fadas
O deputado Marco Tebaldi (PSDB) replicou o secretário Valdir Cobalchini (PMDB), afirmando que o relatório de obras no Norte é um “conto de fadas”. Relacionou o que irrita os joinvilenses: Rua Tuiuti e binário de Vila Nova, incompletos; Avenida Santos Dumont, Rio do Morro, Minas Gerais e Rui Barbosa, “que estão paralisadas”.
Nem por decreto
Tebaldi continua: “Visitei mais de 200 municípios este ano e constatei o grande desgaste da atual administração estadual. Volto a afirmar que mais de 60% do PMDB do Oeste quer candidatura própria. E que no Estado, 30% do PMDB e 30 % do PP não votam em Colombo nem por decreto presidencial.”
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense