Florianópolis, 21.11.13 – Motoristas catarinenses estão mais conscientes. É o que aponta o comparativo dos últimos três anos nas rodovias estaduais e federais do Estado. Pelos números das polícias Rodoviária Federal (PRF) e Militar Rodoviária (PMRv) de 2011 e 2013, a média mensal de mortes caiu 11%. A previsão é que o número final de 2013 encerre como o menos violento nas rodovias nos últimos três anos.
A boa conduta dos motoristas, a tolerância zero da Lei Seca e a intensificação da fiscalização são os principais fatores apontados para a redução das mortes. Segundo a agente de comunicação da PRF Maíta Berti o aumento do valor da multa (R$ 1.915) para quem for pego embriagado ao volante a partir de dezembro de 2012 tem mantido motoristas em alerta, principalmente nos feriadões, quando a fiscalização é intensificada.
Apesar dos avanços, a conscientização e o respeito às leis ainda são fundamentais para que o trânsito em SC possa ocupar uma posição melhor no cenário nacional. O comandante do BPMRv, tenente-coronel José Norberto de Souza Filho, observa que a o relevo catarinense também é complicador, principalmente para motoristas de outros Estados. Com base nas últimas operações, o comandante acredita que 2013 terminará com números de acidentes e mortes abaixo dos registrados em 2012 e 2011. Os dados do feriadão da Proclamação da República, de 2011 a 2013, ilustram esta tendência.
“Santa Catarina ainda tem números expressivos”
ENTREVISTA: Maíta Berti, Agente de Comunicação da PRF
Diário Catarinense – Como a PRF avalia a melhora significativa na redução de mortes?
Maíta Berti – A fiscalização, o uso de radares e o rigor da Lei Seca. Nesse feriado, em quatro dias os radares registraram 13.600 imagens, todas por excesso de velocidade. Se comparado com anos anteriores, com feriados maiores, a média de acidentes foi menor.
DC – O que ainda precisa melhorar?
Maíta – A mudança de comportamento. O trânsito já faz parte da vida. Motorista que se cansa de ficar na fila e resolve ir pelo acostamento e acaba colidindo com outro veículo parado, ou ele quer compensar o tempo que ficou parado na fila e aumenta a velocidade. SC ainda tem números de mortes expressivos associados a problemas nas rodovias, como trechos com pistas simples com muitas colisões frontais. Mudança de comportamento é fundamental.
“Santa Catarina ainda tem números expressivos”
ENTREVISTA: Maíta Berti, Agente de Comunicação da PRF
Diário Catarinense – Como a PRF avalia a melhora significativa na redução de mortes?
Maíta Berti – A fiscalização, o uso de radares e o rigor da Lei Seca. Nesse feriado, em quatro dias os radares registraram 13.600 imagens, todas por excesso de velocidade. Se comparado com anos anteriores, com feriados maiores, a média de acidentes foi menor.
DC – O que ainda precisa melhorar?
Maíta – A mudança de comportamento. O trânsito já faz parte da vida. Motorista que se cansa de ficar na fila e resolve ir pelo acostamento e acaba colidindo com outro veículo parado, ou ele quer compensar o tempo que ficou parado na fila e aumenta a velocidade. SC ainda tem números de mortes expressivos associados a problemas nas rodovias, como trechos com pistas simples com muitas colisões frontais. Mudança de comportamento é fundamental.
“O turista não conhece bem as nossas estradas”
ENTREVISTA: José Norberto Filho, Comandante da PMRv
Diário Catarinense – O que se pode perceber nas atitudes dos motoristas nas estradas?
José Norberto Filho – A melhora de conduta dos motoristas, que estão mais responsáveis, é fruto de intensa fiscalização e mais consciência por parte dos motoristas.
DC – O que a PMRV está fazendo para melhorar a conscientização dos motoristas?
Norberto – Fazemos um trabalho na parte educativa focado em palestras nas escolas, voltado para o motorista do futuro.
DC– O que ainda há de negativo no trânsito em Santa Catarina?
Norberto – No Estado temos um complicador, que é o nosso relevo acidentado. As nossas montanhas, litoral e planícies são um complicador para o turista que vem para cá e não está acostumado e nem sempre tem a cautela necessária nos trechos mais acidentados.
Fonte: Mônica Foltran/ Diário Catarinense – colaborou Caroline Passos
