Caminhões parados. Agroindústria para a produção

Caminhões parados. Agroindústria para a produção

Concórdia, 2.7.13 – Os protestos das cidades colaboraram para que os caminhoneiros, praticamente única categoria que pode parar o país, tivessem coragem de iniciar uma mobilização para cobrar soluções a uma série de problemas que enfrentam. Ontem, em SC, foram oito barreiras em BRs no Oeste, informaram líderes dos manifestantes que lamentaram a ausência das entidades do setor nos protestos.
O movimento, que vai continuar hoje, já afeta a produção. O empresário Darci Zanotelli, um dos organizadores das barreiras no Oeste, diz que a adesão dos caminhoneiros é voluntária, cargas perecíveis e outros veículos são liberados. Ontem, mais de 200 motoristas pararam. Em Concórdia, na BR-153, cerca de 150 motoristas aderiram, segundo o presidente do Sindicato dos Transportadores de Concórdia e região (Setcom), Paulo Simioni. A lista de reivindicações inclui suspensão de pedágios para caminhões, melhores estradas, redução do preço do combustível, eliminação de rodízios em São Paulo e jornada com duas horas a mais.

Natura e Coopercarga

Uma parceria entre a Natura, Scania Caminhões e a Coopercarga, operadora logística de SC, traz sustentabilidade ao transporte de produtos da empresa de cosméticos. A transportadora usa duas carretas movidas a etanol, que elimina em 90% a emissão de CO2 se comparada com veículos a diesel. Fonte: Estela Benetti/Diário Catarinense

Agroindústria paralisa atividades

O movimento dos caminhoneiros que ocorre em muitas regiões brasileiras está causando sérios prejuízos ao setor agroindustrial no grande oeste de Santa Catarina. A Coopercentral Aurora Alimentos, com sede em Chapecó, anunciou hoje a paralisação e/ou a redução das atividades de cinco plantas industriais, a partir desta terça-feira, dia 2 de julho.
Os caminhões que levam rações para as propriedades rurais e os caminhões de transporte de aves, de suínos e de leite in natura que apanham a produção pecuária em mais de 5.000 propriedades rurais estão sendo retidos em dezenas de barreiras levantadas pelos grevistas. Dessa forma, as indústrias ficam sem matéria-prima para processar.
Em consequência dessa situação, o frigorífico de São Miguel do Oeste reduzirá em 50% o abate diário de suínos, que baixará de 1.900 para 950 animais/dia.
O frigorífico de aves de Maravilha suspenderá em 100% as atividades e deixará de abater e processar 145.000 frangos/dia, dispensando seus trabalhadores.
As três unidades da Aurora em Chapecó sofrerão diminuição de 30% nas áreas de presuntaria, salsicharia e linguiças.
A distribuição de ração para nutrição dos 20 milhões de aves e 800 mil suínos alojados a campo está prejudicada desde segunda-feira. Centenas de criadores contam apenas com a ração existentes nos silos.
Pelo menos 2.000 trabalhadores da Aurora estão dispensados do trabalho nesta terça-feira. Fonte: Marcos Bedin: imprensa Aurora Alimentos

 

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