Florianópolis, 24.3.14 – O presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, esteve em Imbituba para avaliar a situação das longas filas de caminhões para embarcar soja vinda do Mato Grosso. A situação é mais do que crítica.
– Isto aqui está um caos. Os caminhões continuam chegando em grande quantidade e o Porto de Imbituba não tem infraestrutura para atender esta crescente demanda. Falta armazenamento e não há agilidade operacional no carregamento. Apenas uma balança para pesagem dos caminhões – declarou Lopes, apreensivo com o cenário testemunhado.
O carregamento de um navio leva até oito dias. Motoristas ficam em longas filas durante dias. Há mais de 200 caminhões. A diária de espera passou para R$ 40 e a refeição que custava R$ 8 está na base de R$ 15.
O Porto de Imbituba agora é administrado pela SCPar. Faltou planejamento do porto e do governo. Na próxima terça-feira haverá uma reunião de emergência na SC-Par, com a participação da direção do porto e da Fetrancesc.
O Porto de Itajaí tem problema semelhante. As condições operacionais ali são mais modernas e ágeis. Mas está faltando a Via Portuária, em construção há mais dez anos. Engarrafamentos são registrados todos os dias na BR-101, provocados pelos caminhões de contêineres. A Via Portuária foi federalizada, mas o DNIT anuncia só para maio a licitação para realização de mais de 50% das obras.
O Porto de São Francisco do Sul também carece de infraestrutura de acesso. Congestionamentos monstruosos verificam-se também na BR-280, cuja duplicação está super atrasada.
Enquanto isso, governos do PT destinaram um US$ 1 bilhão para construir o Porto de Mariel. Em Cuba. Sobra lá, falta aqui!
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense (edição de sábado 22/03)
Tem novidade na rua
Hoje começa a funcionar o novo sistema da Zona Azul em Florianópolis. O valor agora é de R$ 2 por hora e os parquímetros estão distribuídos pelo Centro. Os equipamentos funcionarão com o uso de um smart card, parecido com o cartão do transporte coletivo. Agora será possível a cobrança apenas pelo tempo de permanência na vaga. Os créditos podem ser adquiridos em pontos de venda ou pelo site Minha Vaga (www.minhavaga.com.br). Em um segundo momento a Zona Azul será ampliada para os bairros Trindade, Coqueiros, Itaguaçu e Estreito.
Sem prejuízo
Quem ainda possui o cartão do tipo raspadinha não será prejudicado com as mudanças no sistema. Até início de abril, os cartões já adquiridos ainda terão validade e quem preferir poderá trocá-los por crédito dos parquímetros. Duas barracas ficarão disponíveis no Centro como ponto de troca – uma em frente à Catedral e outra na Praça Getúlio Vargas, com funcionamento entre 9h e 17h30min de segunda a sexta-feira e das 9h às 11h30min no sábado.
Acidentes
Em caso de acidentes, não retire as vítimas do chão ou da estrada, isso pode atrapalhar a brigada socorrista e prejudicar a situação de quem se machucou. O correto é ligar para a administradora da rodovia e para a Polícia, explicando a situação e pedindo socorro. Mas se não houver vítima envolvida, a recomendação é retirar os veículos da pista para não prejudicar o trânsito.
Fonte: Mariana Paniz/ Trânsito 24h/ DC
Começa hoje novo sistema da Zona Azul
Os motoristas que forem estacionar na Zona Azul de Florianópolis precisam estar atentos às mudanças que começam a valer hoje. Parquímetros já foram instalados e, com o novo sistema, o preço passa a ser de R$ 2 por hora para carros. Os proprietários de motos, que antes tinham estacionamento gratuito, agora pagam R$ 1.
O pagamento poderá ser feito por meio de moedas, cartão pré-pago, pelo site www.minhavaga.com.br, por aplicativo para smart phones ou diretamente com os monitores. Os cartões pré-pagos podem ser adquiridos com os monitores da empresa Dom Parking (vencedora da licitação) ou nos mais de 100 pontos de venda espalhados pelo Centro, onde também será feita a recarga. Nos primeiros 15 dias, os monitores também efetuarão recarga direto nos parquímetros. Os 153 funcionários já passaram por treinamento e contarão com smart phone, carregador portátil e impressora.
Diferentemente do que havia sido anunciado antes, as antigas raspadinhas poderão ser usadas até o dia 7, sem a necessidade de utilizar duas para estacionar por uma hora.
Fonte: Diário Catarinense
Em obras
A pavimentação dos 32,5 quilômetros da Serra do Corvo Branco, entre Grão Pará e Urubici, deve consumir R$ 77,4 milhões do Pacto por SC. O secretário Valdir Cobalchini (Infraestrutura) e o secretário regional Roberto Kuerten Marcelino (Braço do Norte) vistoriaram a obra, considerada uma das mais importantes do Estado porque será mais uma ligação entre a Serra e o Sul de SC.
O alerta
– A situação da Ponte Pedro Ivo Campos é muito delicada. Tem estrutura de aço, que sofre processo de corrosão – advertiu o engenheiro Honorato Tomelin na exposição sobre a Ponte Hercílio Luz, na Fiesc.
Alerta grave que merece atenção governamental. Pela Pedro Ivo passa o sistema de abastecimento dágua da Capital.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense (edição de ontem 23/03)
Caminhões aguardam no porto
Carregamento de 60 mil toneladas de soja gerou fila que se formou na semana passada.
O movimento intenso de caminhões no Porto de Imbituba, no Sul do Estado, deve terminar amanhã. Desde a semana passada, motoristas com cargas do Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul esperam cerca de quatro dias para entregar soja na empresa de estocagem Fertisanta.
Na segunda-feira, os caminhões estacionados no acostamento da avenida Marieta Konder Bornhausen, que dá acesso ao porto, formaram uma fila de cinco quilômetros. Para resolver o problema, a Fertisanta e a administração do porto abriram um novo pátio de triagem em um posto de gasolina próximo, além do antigo, que já estava sendo usado pelos motoristas.
Ontem a avenida já estava liberada, mas os caminhoneiros se queixaram do aumento do preço da diária de R$ 18 para R$ 40 e o da refeição de R$ 8 para R$ 15 no pátio antigo do terminal. O diretor da Fertisanta, empresa que comprou 60 mil toneladas de soja para carregar dois navios, afirmou que o descarregamento vai até amanhã, quando o movimento será encerrado.
O motorista Marcelo Cadilhac, que carregou soja em Mato Grosso e esperou quatro dias em Imbituba para descarregar, reclamou da estrutura. Ele afirma que cada operação leva uma hora e por isso são descarregados somente 30 veículos por dia.
– Não posso aceitar dormir na rua, sem comer e sem tomar banho. Tomamos banho de cueca em uma obra, foi o único lugar que achamos aqui – lamentou o motorista.
O diretor da Fertisanta, Pedro Kuzniecow, contrariou afirmações de que a empresa teria sido responsável pelo problema. Para ele, o transtorno começou na lavoura.
– Há cerca de 15 dias, o Mato Grosso teve um período de chuvas e não conseguiu colher a soja. Já tínhamos contratado 60 mil toneladas do grão, então a entrega se concentrou em um período muito curto de tempo – disse.
O diretor diz que o movimento de cargas no porto de Imbituba será alto durante todo o ano, mas que essa situação atípica não voltará a ocorrer.
Fonte: Janaina Cavalli/ Diário Catarinense (edição de sábado 22/03)