Florianópolis, 26.3.14 – O governo estadual decidiu dar mais uma chance à construtora Espaço Aberto na execução das obras de duplicação da SC-403, do acesso ao novo aeroporto e de restauração da Ponte Hercílio Luz, todas elas atrasadas.
Informação é do governador Raimundo Colombo (PSD), durante entrevista na CBN Diário, quando confessou uma relativa impotência das autoridades em punir as empresas contratadas para obras públicas que nunca terminam.
De alguma forma, o poder público vira refém. Rescindir o contrato traria mais atraso, elevaria os custos e causaria ações judiciais.
Na origem destes contratos frustrantes estaria a lei das licitações – a 8.666 –, que acaba incentivando a corrupção no serviço público. Empresas oferecem baixos preços, exigem aditivos e, não atendidas, abandonam os serviços. E não há instrumento jurídico para impedir que essas manobras se repitam, disse Colombo.
Sobre a recuperação da Ponte Hercílio Luz, o governador tem uma data fatal: o mês de setembro, quando o consórcio vai levantar o vão central, a fase mais delicada e complexa de toda a operação.
Admitiu que a política salarial do funcionalismo está desarrumada. Tentou uniformizar os reajustes, mas não teve sucesso. E examina reposições emergenciais da Fatma, do Deinfra e do Imetro.
Na área política, Raimundo Colombo repetiu que vai apoiar a presidente Dilma Rousseff “como gesto de gratidão”, mas sem coligação ou acordos com o PT. Está mais confiante na reedição da tríplice aliança com a participação do PP e elogiou a articulação que o senador Luiz Henrique faz por sua reeleição.
Defendeu como chapa ideal na majoritária Eduardo Pinho Moreira (PMDB) de vice e Joares Ponticelli (PP) ao Senado.
DNIT muda
O engenheiro Vissilar Pretto (PR) é o novo superintendente do DNIT em SC. Vai suceder o engenheiro João José dos Santos, que ficou 11 anos no cargo. A mudança foi confirmada pelo deputado federal Jorginho Mello, presidente estadual do PR, depois de audiência com o ministro dos Transportes, Cesar Borges.
* Audiência pública sobre os direitos dos usuários nas rodovias catarinenses será realizada hoje, às 14h30min na Assembleia Legislativa.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense
Bomba irregular
A denúncia é do próprio Sindicato do Comércio Varejista e Derivados de Petróleo de Chapecó (Sindipostos): algumas bombas de combustível, das mais de 30 em operação no município do Oeste, estão funcionando ilegalmente. O presidente da entidade, Sérgio Galli, vai formalizar a reclamação no MP, na Justiça do Trabalho, nos Bombeiros, na Fatma, no Imetro e na Polícia Ambiental.
Fonte: Rafael Martini/ Diário Catarinense
Como a redução da nota do Brasil afeta SC
O impacto para a economia catarinense em função da redução da nota de risco da dívida brasileira de BBB para BBB- pela agência de rating Standard & Poors está ligado mais às perdas causadas ao Brasil. A decisão da agência, além de encarecer linhas de crédito do exterior para empresas brasileiras, afeta a imagem do país. As razões do corte da nota, já esperado pelo mercado, incluem a falta de transparência nas contas públicas, baixo crescimento econômico, aumento do déficit das contas externas, que pode chegar a US$ 80 bilhões e alta da inflação, podendo superar o teto da meta de 6,5% ao ano. A agência citou ainda os riscos na área de energia. Segundo o analista de investimentos Thiago Otuki Somma Investimentos, de Florianópolis, a decisão da S&P vai encarecer o crédito para empresas de SC no exterior e as outras agências de risco também devem rebaixar a nota do país.
Guga com a Aurora
A Coopercentral Aurora vai aproveitar o ano da Copa do Mundo para reforçar sua posição como fornecedora de alimentos, especialmente de itens para churrasco. Lançará nova campanha com esse objetivo, tendo como protagonista o tenista Gustavo Kuerten. A campanha A hora mais gostosa do dia e da torcida brasileira terá veiculação nacional em várias mídias.
WEG compra duas fábricas na China
A jaraguaense WEG informou ontem que assinou acordos para a compra de duas fábricas de motores elétricos da China, para os segmentos de lavadoras e secadoras de roupas. As unidades são a Changzhou Sinya Electromotor, que faturou US$ 88 milhões em 2012, e a Changzhou Machine Master (CMM), que teve receita de US$ 17 milhões. A WEG planeja investir mais de R$ 600 milhões este ano, incluindo aquisições.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense
São Francisco dos Portos*
Às 7h de segunda-feira já estavam a bordo da perua da Fundação Catarinense de Cultura com destino a São Francisco do Sul, bem no Norte de Santa Catarina seguindo a linha do mar. São Francisco – ilha que virou istmo, cidade que se orgulha de ser a terceira mais antiga do Brasil, centro histórico tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, casario em estilo colonial português ladeando ruelas estreitas, berço embalado pelas marolas suaves da Baía de Babitonga, cenário pintado em ricos tons de verde por amplas reservas da Mata Atlântica, economia movida pelos portos existentes no interior da baía, defronte à cidade.
Cinco conselheiros estaduais de cultura em viagem dirigem-se ao IV Fórum Catarinense de Gestores Municipais de Cultura, realizado num hotel da Praia da Figueira nos dias 24 e 25 de março; outros chegam de Joinville, ali ao lado, e de Chapecó. A presidente do Conselho e diretora da Fundação, com dois funcionários, eram esperados na van e no fórum mas não aparecem. Uma lástima porque ela perdeu a calorosa recepção que lhe haviam preparado. Soube-se depois que ficou doente; ao que parece, para alívio e gáudio dos seus amigos e admiradores, sem maior gravidade.
O evento reuniu gente do Ministério da Cultura, da Federação Catarinense de Municípios, da sua congênere gaúcha e de administradores municipais de cultura provenientes de mais de 120 (dos 295) municípios catarinenses. Secretários, diretores e gerentes de Cultura, portanto, das esferas federal e municipal, além de um deputado estadual (embora nenhum vereador, sequer da cidade que sediou o encontro, aberto pelo prefeito municipal), que muito falaram e muito ouviram. E ninguém – ninguém! – do Governo do Estado, apesar de dois nomes terem sido confirmados como participantes de uma importante mesa-redonda. Infelizmente, a diretora de Políticas Integradas do Lazer, da secretaria estadual, não encontrou ocasião, até o início dos debates da mesa, para justificar sua ausência. Paciência, deixou de desfrutar um acolhimento ainda mais fervoroso do que o reservado à sua colega. Lazer, na nomenclatura peculiar usada pelo Executivo catarinense, quer significar as atividades profissionais empreendidas por agentes de turismo, de cultura e de esporte.
Do lado de fora da sala de convenções, calmo e sereno, o mar esparrama-se dali até o horizonte. Logo antes da Barra Norte da Baía de Babitonga, na margem oposta, desenham-se contra o céu os guindastes e equipamentos do moderno porto de Itapoá. Em direção ao Centro, surge o porto público de São Francisco do Sul com seus terminais privados. Mais para o interior da Babitonga, um projeto de R$ 250 milhões “prevê a instalação de uma ponte de quase 1,5 quilômetro sobre as águas da baía, com dois píeres para atracação de barcaças e navios cargueiros”, segundo informa o Estadão de domingo. Teme-se que espécies ameaçadas de extinção sejam afetadas pela construção e operação do porto chamado de Mar Azul, como a toninha (um tipo de golfinho), o boto-cinza, a tartaruga-verde e o mero.
Afirma o pescador Adenir Correia de Mello que “o melhor lugar de pesca do camarão na baía é justamente onde eles querem colocar o porto”.
Já dona Sônia Rocha prefere sentar-se com o marido num banco de praça virado para o mar a fim de apreciar o sol caindo por trás das montanhas e dourando as águas da baía:
– Agora, imagine esse cenário maravilhoso com um monte de navio de carga passando no meio.
* Amilcar Neves
Fonte: Diário Catarinense
Plano busca soluções de mobilidade
Depois de levantar a origem e o destino dos turistas, grupo irá entrevistar os moradores.
Levantar como os moradores de 13 municípios da Grande Florianópolis costumam se deslocar no dia a dia é mais uma das etapas do Plano de Mobilidade Urbana da Grande Florianópolis, que foi apresentado ontem em seminário na Capital. A proposta é que deste documento saiam alternativas e soluções para os problemas locomoção da região.
O encontro foi voltado a prefeitos, secretários municipais e técnicos das 13 cidades da região. Depois de levantar origem e destino de moradores e turistas da Capital e de Palhoça em janeiro deste ano, começam na próxima semana as entrevistas domiciliares. Serão visitadas 5,4 mil residências, onde serão feitas perguntas relacionadas aos hábitos dos moradores.
Quais os meios de transportes são usados, por que eles fazem deslocamentos ou por que moram em naquele lugar são alguns dos questionamentos feitos. Também será questionado o que eles fizeram no dia anterior à entrevista. A conversa irá durar cerca de 20 minutos e os entrevistadores usarão uniforme, estarão de crachá e com um tablet. A previsão é que esta etapa esteja concluída antes da Copa do Mundo, em junho. Já os dados da primeira fase de perguntas estão sendo processados.
O engenheiro e diretor técnico do plano Paulo Sergio Custódio, que já esteve à frente de planos de cidades como Rio de Janeiro e Buenos Aires, diz que os questionários irão permitir que se trace o perfil dos hábitos de moradores, levando em conta aspectos como renda e escolaridade.
Além das pesquisas domiciliares, o levantamento envolve a contagem de passageiros, onde eles sobem e descem, qual a frequência da linha, o volume de tráfego em 40 pontos diferentes de Florianópolis. Também será medida a velocidade dos carros e dos ônibus. De acordo com Custódio, tudo será usado para que se simule, com modelos matemáticos, quais são os meios de transporte mais eficientes para a região da Grande Florianópolis.
– Vamos testar várias propostas e ver quais são os mais economicamente e tecnicamente viáveis, quais as pessoas preferem e checar qual seria a melhor alternativa – explica o engenheiro.
Antes de traçar o plano, serão feitas quatro oficinas com a população, nos municípios de São José, Florianópolis, Biguaçu e Palhoça.
Isenção de pedágio
O Senado aprovou o projeto que isenta deficientes físicos do pagamento de pedágios em rodovias municipais, estaduais, federais e até mesmo em praças dentro das cidades. O texto ainda não define as regras de isenção ou o tipo de fiscalização, após a aprovação final o governo federal precisa regulamentar o projeto.
Quem paga a conta
Com a regulamentação é que vai ficar definido como os deficientes terão direito ao benefício e como será a compensação das concessionárias – se o custo vai ser repassado ao Poder Público ou aos demais motoristas, com o aumento da tarifa.
ENTREVISTA RAIMUNDO COLOMBO
“Não há condição de estarmos no palanque do PT”
Os atrasos em obras de responsabilidade da empresa Espaço Aberto dominaram boa parte da entrevista do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, à rádio CBN Diário na manhã de ontem. Colombo falou ainda de assuntos administrativos, política partidária e eleições. Confira os principais assuntos da conversa.
Para o governador, houve erros por parte no governo no atraso nas obras da SC-403, mas a maior parte da responsabilidade é da empresa. Colombo fez referência também à lei das licitações, que exige a contratação de quem oferece o menor preço.
– E, infelizmente, muitas (obras) a gente já sabe que vai dar problema.
Sobre a reforma da Ponte Hercílio Luz, outra que está sendo feita pela empresa, Colombo disse que o problema é que não há segundo colocado no edital:
– Se eles pararem (as obras), não tem o que ser feito.
O governador disse que, se o contrato chegar a ser rompido, seria necessário fazer uma reunião com os presidentes do TJ, do TCE e da AL, além do chefe do Ministério Público, para que a reforma seja feita como uma obra de exceção, sem licitação.
O governador admitiu que houve uma empolgação com projetos apresentados por construtoras de todo o país, mas que depois, na prática, n&a
ilde;o eram bem como o prometido.
– No projeto final, em vez de R$ 200 milhões, o valor virou R$ 3 bilhões. Em vez de R$ 2, o pedágio passou para R$ 10. Inviabilizou – disse Colombo sobre a proposta de um túnel, que se seguiu após outra proposta de uma quarta ponte, que até já teria projeto.
– A opção do governo hoje é o transporte marítimo e a reforma da ponte (Hercílio Luz).
Colombo defendeu o modelo adotado pelo Estado, de alugar os bloqueadores.
– A opção do aluguel é a melhor porque a tecnologia muda a toda hora – avaliou.
Sobre o fato de os presídios estarem sem os aparelhos atualmente, pelo término dos contratos, prometeu agilidade:
– Essa questão dos bloqueadores vamos resolver imediatamente.
– Nós nos antecipamos para evitar em 2014 o que aconteceu antes. Já negociamos com a categoria os reajustes antes que entre no período eleitoral em que isso é proibido – disse sobre a possibilidade de greve dos professores.
A categoria manteve o “estado de greve” em assembleia neste mês, mas decidiu não paralisar as atividades.
Colombo destaca que a mesma iniciativa foi tomada com outras categorias para evitar greves.
– Fizemos isso com a Segurança Pública, fizemos com a Saúde. Já negociamos os reajustes ao longo do tempo. O que a gente não pode é ter medo desses movimentos. E precisamos pensar também na população que está aí trabalhando em condições muito difíceis, fora do serviço público, e não está fazendo greve.
Colombo não conseguiu viabilizar a contrução de uma nova estrutura para desativar a penitenciária da Agronômica. De acordo com o governador, houve uma campanha contra a penitenciária em Imaruí, após terreno comprado e a política de compensação feita.
– Hoje temos nove ordens judiciais contra a construção da penitenciária – disse, acrescentando que ainda não há uma definição para um novo local.
Ao ser questionado, Colombo brincou que achava que a entrevista não trataria de política. Ele disse que não se sentiria à vontade de renunciar ao cargo e concorrer em outubro, como Luiz Henrique da Silveira (PMDB) fez em 2006 e 2010. Perguntado sobre uma composição de chapa com Eduardo Pinho Moreira (PMDB) na vaga de vice e Joares Ponticelli (PP) ao Senado, respondeu:
– É uma chapa boa. Eu gosto dela.
Colombo voltou a dizer que tem um sentimento de gratidão pela presidente Dilma Rousseff (PT):
– Minha vontade é ajudá-la. O que não é uma aliança com o PT. Não há condição de estarmos no mesmo palanque.
Fonte: Diário Catarinense
Progresso, infraestrutura e desgovernança, Por Ramiro Zinder
Viajo por toda Santa Catarina para ministrar treinamentos a gestores em diferentes indústrias. A maior parte dessas viagens é feita de carro. É impressionante que um Estado com tanta riqueza e diversidade de produtos e serviços ainda consiga elevados índices de desempenho, quando levamos em conta a péssima infraestrutura disponível. Saber que existe apenas a opção das rodovias é ter a incerteza de tempo de chegada, o risco de fatalidades e um custo mais elevado de processos.
Empreendedores confiam seus maiores bens – produção e resultados – em uma única opção de logística: as péssimas rodovias. Nelas, vemos carros disputando espaço com caminhões (muitas vezes com excesso de carga), transitando em rodovias esburacadas, sem acostamento e com asfalto precário. Ao longo do caminho, sobram acidentes que não são ocasionados apenas por imprudência dos motoristas, mas também pela falta de condições mínimas de tráfego e de sinalização adequada.
Entendo que o problema da infraestrutura não está apenas em Santa Catarina. Infelizmente, a baixa qualidade oferecida pelos governos federal, estadual e municipal ocorre em todo o Brasil. Segundo o Índice de Competitividade Global (ICG), que inclui 146 países, em qualidade de infraestrutura o Brasil é o 103o em ferrovias, 120o em rodovias, 123o em aeroportos e 131o em portos.
Por que não investir em ferrovias para escoar a produção? Por que não investir em portos e não melhorar as rodovias catarinenses? Talvez as respostas não existam, pois do alto de helicópteros e jatinhos nossos governantes não conseguem enxergar essas mazelas. Enquanto isso, seguimos firmes, levando o progresso no suor e na alma e lutando contra a desgovernança em que vivemos.
Empreendedores confiam seus maiores bens, produção e resultados, em uma única opção de logística: as péssimas rodovias.
Ramiro Zinder, empresário e doutor em Psicologia. Morado de Florianópolis.
Fonte: Diário Catarinense
Mais uma chance
O governo do Estado resolveu dar um voto de confiança e manter o contrato com a empresa Espaço Aberto, responsável pelas obras de duplicação da SC-403, no Norte da Ilha. Apesar da falta de segurança em muitos momentos durante o andamento dos trabalhos e pela lentidão em que as obras andam, o secretário de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, espera que a duplicação esteja finalizada até dezembro.
Isenção de pedágio
O Senado aprovou o projeto que isenta deficientes físicos do pagamento de pedágios em rodovias municipais, estaduais, federais e até mesmo em praças dentro das cidades. O texto ainda não define as regras de isenção ou o tipo de fiscalização, após a aprovação final o governo federal precisa regulamentar o projeto.
Quem paga a conta
Com a regulamentação é que vai ficar definido como os deficientes terão direito ao benefício e como será a compensação das concessionárias – se o custo vai ser repassado ao Poder Público ou aos demais motoristas, com o aumento da tarifa.
Fonte: Mariana Paniz/ Trânsito 24h/ DC