Florianópolis, 11.3.13 – Na quarta-feira, assistimos a mais um capítulo da novela do segundo maior nó viário do Brasil. Trata-se da reunião na Secretaria de Relações Institucionais (SRI), presentes o governador do Estado e várias autoridades, em que foi anunciado, pela ANTT, um termo de anuência para que seja executado o contorno viário da Grande Florianópolis.
Resumindo o evento: 1) A ANTT reafirma o que está estabelecido desde 2008 – a obrigação da concessionária de executar o contorno numa extensão de 47 quilômetros –, reiterando a desistência (já anunciada em outubro de 2012) de encurtar a obra em cerca de 15 quilômetros. A obra deveria estar pronta, de acordo com o contrato de concessão, em março de 2012; 2) Mais uma vez, dois adiamentos são discretamente aceitos: o da transferência da extorsiva praça de pedágio da Palhoça (deveria ter sido removida até 28/2/2013) e as audiências públicas, com a participação do Fórum Parlamentar, municípios envolvidos e Conselho Metropolitano (Comdes), com vistas ao licenciamento da obra do contorno (de março para julho de 2013), essencial para o seu início; 3) Ao público presente, a ANTT informou que as obras poderão ser executadas em 20 meses, em ritmo chinês, portanto. Data provável de início: novembro, dependendo das licenças ambientais; 4) Em face das dúvidas gerais, ficou acertada a necessidade de reuniões mensais para acompanhar essa nova promessa.
É motivo de esperança ver tantas autoridades renovarem seu compromisso com uma obra crucial para a logística do Mercosul e para a economia do Estado e do Brasil. Contudo, é bom manter unidade e vigilância; até hoje, a ANTT e a concessionária não cumpriram prazos. Finalmente, na reunião, a ausência da concessionária – responsável pela execução da obra – intriga e preocupa.
É motivo de esperança ver tantas autoridades renovarem seu compromisso com uma obra crucial, mas é bom manter a vigilância. Até hoje, os prazos não foram cumpridos.
*Deputador Federal (PP-SC)
Fonte: Diário Catarinense (edição de sábado 09/03)