Dilema da ferrovia

Dilema da ferrovia

Florianópolis, 26.4.13 – A mobilização para tirar a Ferrovia do Frango do papel tem mais cunho político do que base econômica. Isto porque o Sul Competitivo, profundo estudo sobre demanda e custo logístico feito ano passado pela empresa Macrologística para as federações industriais da Região Sul Fiesc, Fiergs e Fiep apontou que o projeto é inviável economicamente. Pela avaliação dos técnicos, é mais caro transportar frango do Oeste para os portos de SC por ferrovia do que por rodovia e seria mais importante fazer a Ferrovia Norte-Sul. Se sair do papel sem considerar o custo do transporte, a Ferrrovia do Frango pode se tornar mais um elefante branco. Segundo o presidente da Macrologística, o engenheiro Renato Pavan, o custo é mais alto porque os contêineres deveriam ser transportados por caminhões das indústrias até a ferrovia e, depois, desembarcar e levar até o porto novamente por via rodoviária. Além de a construção da ferrovia custar cerca de R$ 800 milhões, o transporte por ela deveria ser subsidiado em cerca de 50%, o que é inviável no Brasil. A solução mais barata, observa ele, é a melhoria das condições das rodovias que ligam o Oeste aos portos, incluindo a duplicação urgente dos trechos de tráfego mais intenso como entre Blumenau e Indaial. Conforme Pavan, uma experiência válida poderia ser a ferrovia Norte-Sul ou Sul-Norte, de Chapecó para o Porto de Rio Grande, para transportar diversos produtos. Essa estrada poderia levar o milho do Centro-Oeste ao Sul e produtos do Sul para o Centro-Oeste. Sobre a viabilidade da Ferrovia do Frango, Pavan diz que a Macrologística está aberta para dar mais explicações e também ouvir outros argumentos. Pelas análises atuais, ele explica que o transporte rodoviário é mais barato para distâncias de até 500 quilômetros. De 500 a mil quilômetros, as ferrovias são mais competitivas e, acima disso, a opção é o transporte marítimo.

Megatransporte pela BR-101

A DC Logistics Brasil realizou mais uma megaoperação complexa de transporte internacional. Recebeu e entregou para a Portobello, líder latino-americana de revestimentos cerâmicos, 595 toneladas de carga, em 47 volumes de equipamentos para a nova fábrica do complexo industrial de Tijucas.
A movimentação exigiu 20 caminhões e cinco guindastes, ação de diversos órgãos de segurança e logística e causou interferência no trânsito da BR-101 (foto). A carga veio do Porto de Ravenna, Itália, e foi recebida pela APM Terminals, operadora do Porto de Itajaí. O desafio maior foi movimentar cargas pesadas, com unidades de 155 e 105 toneladas.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense
Foto: Divulgação DC Logistics Brasil

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