Florianópolis, 15.3.13 – Ao convidar Raimundo Colombo para jantar no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff deu mais uma dupla sinalização: a de que mantém uma postura republicana nas questões administrativas e azeita ainda mais as relações pessoais e políticas com o governador. A presidente tem praticado gestos públicos que revelam uma atenção especial, às vezes afetuosa, para com o politico catarinense.
A reunião teve duração de cerca de três horas. O cardápio foi bem variado. Colombo externou à presidente grande apreensão com a aprovação da unificação do ICMS, que vai representar uma perda de R$ 2 bilhões na arrecadação estadual. Forneceu dados relativos a outros estados. Enfatizou que o impacto, no prazo de apenas três anos, como previsto, será contundente. Pediu dilatação para 10 ou 15 anos, permitindo adaptações.
Voltou a falar da duplicação da BR-470, promessa de Dilma que até agora não saiu do papel. Tratou da BR-280, que também aguarda máquinas para ser duplicada. O diagnóstico foi tão frustrante que a presidente chegou a indagar se o governador examinaria a hipótese de delegação da obra para executá-la com mais rapidez. Prometeu levar o tema ao ministro dos Transportes, Paulo Passos.
A Ferrovia do Frango também entrou na pauta como prioritária. É sonho dos catarinenses desde 1987. Estudos e projetos não avançam. Neste e em outros casos é só burocracia. Aliás, tema convergente de Dilma e Colombo, queixosos sobre as dificuldades de fazerem as máquinas funcionarem melhor.
O cenário é claro: se o governo federal executar as obras que o Estado de Santa Catarina exige há décadas, Colombo fecha com Dilma em 2014. Caso contrário, seu aliado Eduardo Campos (PSB) o aguarda com tapete vermelho.
A presidente tem praticado gestos públicos que revelam atenção especial ao catarinense.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense
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