Fiesc contesta obras na BR-116

Fiesc contesta obras na BR-116

Florianópolis, 19.12.13 – Um dia antes do reajuste do pedágio na BR-116, a Federação da Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) divulgou ontem uma análise que questiona os investimentos aplicados no trecho catarinense da rodovia. A partir de hoje a tarifa básica nas cinco praças de pedágio da BR-116 – três delas em SC – sobem para R$ 3,80, R$ 0,20 a mais que o preço anterior.
O estudo da Fiesc toma como base a projeção de 49,6% contada a partir do valor cobrado desde o início do contrato de concessão da rodovia, assinado em 2008, para a Autopista Planalto Sul. A federação argumenta que os investimentos em SC são desproporcionais à arrecadação nas praças de pedágio instaladas no Estado. Segundo o estudo, o Paraná – que tem dois pontos de cobrança e corresponde a 23% do trecho concedido – recebeu investimentos mais significativos que SC. A concessão da Autopista Planalto Sul começa em Fazenda Rio Grande (PR) e vai até Capão Alto (SC).
De acordo com Ricardo Saporiti, consultor responsável pela análise da Fiesc, o trecho catarinense vem recebendo apenas manutenções. Ele lembra que entre Curitiba e Mandirituba (PR) iniciaram no último semestre obras de duplicação em 25 quilômetros. Além disso, está em andamento a instalação de ruas laterais em Rio Negro (PR). A empresa incluiu no contrato – em resolução aprovada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) – a implantação de corredor de ônibus na região metropolitana de Curitiba, na chamada Linha Verde.
Segundo Saporiti, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi firmado em agosto de 2013 porque as obras estavam atrasadas, mas os prazos não foram cumpridos. Ele cita como exemplo, a execução de terceiras faixas – em trecho que corresponde a 6,6 km (14%) do PR e 41,7 (86%) de SC – que ficou para 2020, quando a previsão inicial de término era 2018.

Contraponto
O que diz a Autopista Planalto Sul sobre as melhorias na 116
De acordo com o diretor superintendente da Autopista Planalto Sul, Antonio Cesar Ribas Sass, nenhuma obra está prevista para terminar em 2020. A execução de 48 quilômetros de terceiras faixas na BR-116 ocorrerá apenas em trecho catarinense – depois de acerto com a ANTT – e devem iniciar em 2014.
Segundo ele, o prazo contratual está sendo cumprido e a inauguração da obra deve acontecer em 2016 como prevê cronograma determinado pela agência. A obra de ruas laterais em 7,1 quilômetros, em Mafra, iniciou semana passada e não constava no primeiro contrato. Foi deslocada de ruas laterais previstas para o trecho paranaense. Também estavam previstas obras de melhorias em 32 acessos, 24 no trecho catarinense, que já foram concluídos. Obras nas interseções existentes em Lebon Régis e Campos Novos já foram inauguradas. O viaduto da BR-116 em interseção com a BR-280, em Mafra, inicia em 2014.
– Assinamos um TAC porque há obras que tiveram interferência das prefeituras dos municípios e desapropriações. Na Linha Verde, por exemplo, não estamos construindo a faixa de ônibus, mas deixamos um espaço para que a prefeitura pudesse construir – explica.

Fonte: Diário Catarinense

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