Florianópolis, 24.9.13 – Industriais do Vale do Itajaí, que tiveram suas empresas atingidas direta ou indiretamente pelas inundações, apelaram à Fiesc para que cobre dos governos estadual e federal soluções concretas. Alegam que muito pouco tem sido executado em termos de obras e serviços para redução do impacto econômico e social das chuvas que se abatem sobre a região. As queixas maiores partiram dos empresários de Rio do Sul e municípios vizinhos, os mais castigados com os temporais.
Em função destes apelos, o presidente Glauco Côrte marcou uma reunião em Blumenau no dia 1o de outubro, exatamente para debater a situação das cheias no Vale e no resto do Estado.
– Não é possível convivermos com esta dramática situação que se repete a cada dois ou três anos. As indústrias param suas atividades, as escolas suspendem as aulas, os operários não podem comparecer ao trabalho – afirmou.
Os industriais estão assustados. A Fiesc quer saber o que está acontecendo em relação ao Plano Diretor da Jica para contenção das enchentes, prazos para execução das obras, etc.
Várias empresas já se transferiram para outras regiões e Estados, em consequência desta instabilidade. Onde estavam, sujeitas a chuvas e trovoadas, perdiam competitividade. Além disso, as indústrias deixam de produzir durante as inundações, mas os impostos vão vencer e os salários terão que ser pagos em dia.
Passaram-se 30 anos desde a grande tormenta de 1983 e na prática muito pouco aconteceu.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense
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