Formatura das Oficinas de Artesanato: a criatividade que promove amizade, lazer e a geração de renda

Formatura das Oficinas de Artesanato: a criatividade que promove amizade, lazer e a geração de renda

Florianópolis, 11.12,13 – “Não quero vender as minhas obras. Essas são as primeiras e ficarão comigo como recordação da minha primeira criação. Eu posso olhar e saber que posso fazer mais”, disse a mais nova artista, Mari de Jesus, 68 anos, logo após a formatura no curso de Pintura em Tela, das Oficinas de Artesanato, parceria do Sest Senat Florianópolis com Instituto Geração de Oportunidades (Igeof).
Ela e mais 113 alunas concluíram os cursos gratuitos Patchwork e Patchcolagem, Corte e Costura, Customização de Roupas, Tear, Tricô, Crochê e Pintura em Tela, e receberam o certificado, na noite de ontem no Núcleo de Oportunidades de Capoeiras. Todas puderam mostrar seus trabalhos numa exposição montada no local e algumas até comercializaram a suas peças.
A satisfação pelo aprendizado e pelas obras criadas estava estampada no rosto de cada uma das mulheres que ali ficaram durante três meses aproveitando a vida com novas descobertas, criando e produzindo, além de o novo conhecimento dar a confiança para seguir em frente, dos encontros produzir amizades, sabem que podem fazer mais.
Ao ser elogiada pelas lindas hortênsias azuis ou pelos vasos nas telas, Mari de Jesus, ria encabulada ao ser elogiada pelas pinturas, e já justificava que nunca havia pintado e que contou com a ajudinha, na finalização, da professora EdileneTheilacker. Decidiu fazer o curso para se dedicar um pouco a si e não mais só cuidar dos netos e ficar em casa pensando besteira. “Professora é um espetáculo”.
Os cursos tem a finalidade de geração de renda para essas mulheres, a maioria da terceira idade, aposentadas e muitas sozinhas. Mas tem a função de ser uma “terapia”, um espaço de convivência e de lazer, disse a diretora do Igeof, Maria de Fátima Souza Neto. “Eu resumo e uso a mesma frase de uma aluna, é a realização de um sonho. O resultado foi excelente, pois todas têm condições de produzir, de vender para agregar renda e ainda ajudou a viver melhor, a se sentir melhor”.
Quem está muito melhor após a experiência com telas, tintas, pincéis, imagens é a empregada doméstica Andreia dos Santos, 42 anos, afastada do trabalho por “problemas em casa”. “Pintar é uma sensação muito boa. Não dá mais vontade de parar. Não penso em mais nada enquanto pinto. Estou me sentindo muito melhor”, disse ela. Andreia já havia pintado pano de prato e nem sabia que o curso era Pintura sobre Tela. “Acho que era qualquer tipo de pintura”. Mas encarou o desafio, aprendeu a misturar tintas, escolher a tela certa, a luz e sombra, o fundo certo e a finalização e hoje pensa em vender suas obras de natureza morta.
O coordenador de Promoção Social do Sest, Sidnei da Rocha, disse que os objetivos das oficinas foram cumpridos de oferecer a oportunidade para que elas possam gerar uma renda, possam fazer o seu artesanato como uma atividade lúdica, puderam passar algumas horas da semana fora de casa, em grupo ou até mesmo na visita em casa.No próximo ano, as oficinas acontecerão novamente afirmou Rocha e muitas das formadas querem continuar em outros cursos.
A microempresária, Verônica Marcelino, concluiu o curso de customização. Para ela, roupas com algum defeito ou até mesmo camisetas de propaganda podem se tornar outra peça. Uma jaqueta com um furo nas costas virou uma nova peça ao colocar sobre o defeito um tecido animal print. No lugar do anúncio em uma camiseta, Verônica colou um coração e nas costas e manga tirou parte do tecido e colocou tiras. “Gostei muito do que fiz”, falava às colegas pela possibilidade de pegar roupas usadas e criar outras.
A professora de Verônica, Michele Hoffmann, destaca que o importante do conteúdo do curso foi dar a ideia de aproveitamento das roupas ou outros objetos e as técnicas da customização, tingimento, colagem, aplicação, fuxico e outros. “Cada aula, passava um desafio a elas em que era valorizada a criatividade e a qualidade”, disse a professora.
A diretora do Sest Sena Florianópolis, Patrícia Ferreira, ressaltou que esse trabalho é uma importante parceria para o desenvolvimento social da comunidade. Essa atividade é também parte da missão do Sest Senat de promover a qualidade de vida da população.
Fonte e fotos: JP/ Imprensa Fetracesc

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