Lei Seca esbarra na falta de efetivo

Lei Seca esbarra na falta de efetivo

Florianópolis, 26.3.13 – As polícias afirmam que a falta de efetivo é a principal razão para a não realização de blitze com enfoque na Lei Seca no Estado. A Polícia Rodoviária Federal, por exemplo, conta com 500 policiais em SC, quando o necessário seria no mínimo o dobro de agentes. Essa inexistência de fiscalização figura como um dos problemas levantados em estudo sobre a combinação álcool e direção, do Fórum Parlamentar de Combate e Prevenção às Drogas, da Assembleia Legislativa.
A fiscalização deficiente nas rodovias e cidades de Santa Catarina é um dos obstáculos ao cumprimento da lei no Estado, conforme aponta estudo realizado pela Assembleia Legislativa; a PRF atua com metade do contigente que seria necessário.
As barreiras específicas para medir a dosagem de álcool no sangue dos motoristas são consideradas raras em Santa Catarina, conforme o documento elaborado. Geralmente, elas são deflagradas num conjunto de ações para identificar e prender suspeitos, foragidos da Justiça, ou para localizar armas.
O chefe de comunicação da Polícia Rodoviária Federal em Santa Catarina, inspetor Luiz Graziano, considera que a quantidade de policiais disponíveis é insuficiente, mas que mesmo assim a corporação tem obtido resultados expressivos na fiscalização de embriagados ao volante. Desde janeiro, 321 prisões e 455 multas foram efetuadas nas rodovias federais que cortam o Estado.
Sobre a falta de efetivo, segundo o inspetor, há previsão de abertura de concurso neste ano. Até a efetivação ao trabalho, o aprovado precisa passar pela academia, que dura três meses.
Na Polícia Militar e na Militar Rodoviária, além da falta de efetivo, as blitze não são feitas pela necessidade de atender outras ocorrências. Segundo o comandante da PM, Nazareno Marcineiro, cabe aos comandantes regionais e locais verificarem essa necessidade.
Os deputados estaduais responsáveis pelo estudo prometem cobrar dos municípios e autoridades estaduais maior rigor no combate à embriaguez, além de investimentos necessários. Uma das carências constatadas é a pouca quantidade de bafômetros existentes: são 131 concentrados em 73 municípios e 100 disponíveis com as polícias nas rodovias federais e estaduais.
Fonte: Diogo Vargas/ Diário Catarinense

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