Líderes do transporte concluem, na Assembleia da CIT em Nova Iorque que fronteiras e falta de mobilidade são os desafios para os governos

Líderes do transporte concluem, na Assembleia da CIT em Nova Iorque que fronteiras e falta de mobilidade são os desafios para os governos

Nova Iorque, 19.9.13 – O trânsito nas fronteiras e a imobilidade que afetam especialmente os centros urbanos são as grandes questões dos países das três Américas que precisam de soluções globais pois interferem na qualidade de vida das pessoas. Esses foram dois temas que mereceram os mais longos debates na Assembleia da Câmara Interamericano de Transporte, disse o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística e Santa Catarina, Pedro Lopes, que coordenou o Capítulo Brasil. E são o desafio para os governos, porque geram perda de qualidade de vida e custos.
O evento aconteceu na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), nos dias 10 e 11 de setembro. No encontro, participaram o vice-presidente da Federação e presidente do Setcom, Paulo Simioni, o diretor e presidente do Setcesc, Osmar Ricardo Labes, o assessor jurídico e o presidente do Setracajo, Ari Rabaiolli.
De acordo com Lopes o problema de fronteira do Brasil, Argentina, Chile e Uruguai deve ser um assunto levado ao diretor-geral da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) para definir algumas ações que passam facilitar a passagem nas aduanas, especialmente para que se uniformize os padrões de trânsito nas fronteiras. Os países vizinhos reclamam muito dos procedimentos que o Brasil adota com os motoristas estrangeiros.
Como a Agência é que regula o transporte nacional e internacional para que o assunto seja tratado entre os governos. Está em discussão a adoção do sistema IRU, usado entre os países da Europa, que permite a liberação das mercadorias para a entrada e saída dos países sem parar em alfândega. Assim o serviço reduz o tempo de entrega e diminui custos, importante para esses países doMercosul e o Chile.
Pelo Capítulo Brasil, o presidente da Fetrancesc tratou do tema mobilidade, destacando as deficiências provocadas pela falta de planejamento e execução de obras que possam atender os diferentes segmentos de transporte. Lopes ressaltou que é um problema que afeta a todos os países. O transporte de carga é o que é mais atingido porque precisa cumprir seus compromisso e é o primeiro que têm restrições.
Os especialistas e líderes empresariais presentes na Assembleia também conheceram a experiência dos transportadores do Equador que conquistaram subsídios para a redução dos custos do transporte. A renovação da frota e uma necessidade que deveria ter o apoio dos governos, mas ainda não há uma definição sobre isso.
Os países do Mercosul devem definir suas pautas internas sobre o transporte e em 60 dias deve haver um novos encontro para colocar em discussão e depois definir uma proposta geral, se assim for o consenso.
Fonte: JP/ Imprensa Fetrancesc
Fotos: Divulgação

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