Máquinas na pista

Máquinas na pista

Florianópolis, 7.1.14 – As detonações de explosivos para remoção de rochas e escavação do túnel no Morro do Formigão serão retomadas nesta semana. Os trabalhos haviam sido suspensos no dia 21 de dezembro para melhor trafegabilidade na BR-101 Sul durante o período de festas de final de ano.
O trecho é um dos principais gargalos da duplicação da rodovia federal.


Cobrem pedágio na Ilha

A crítica realidade nas festas de fim de ano, com a repetição da escandalosa falta dágua, colocou na pauta das discussões outras questões relevantes. Por exemplo: ninguém viu ou ouviu um único vereador, deputado ou dirigente partidário ir a público para defender a população prejudicada ou os turistas que pagaram e não receberam.
Outro problema sério, que merece debate: o número de veículos que deve circular na Ilha de Santa Catarina e nas cidades balneárias que são invadidas por milhares de turistas durante o verão. Tem de haver uma definição. Florianópolis não comporta, na parte insular, 500 mil veículos. Há, portanto, que se estabelecer um limite. Como, as autoridades e a população não sabem.
Ilhas com grande densidade populacional ou com excepcional demanda turística apresentam duas alternativas: a primeira é cobrar pedágio para ingresso de automóveis. A Ilha de Manhattan, para citar um exemplo clássico, nada cobra nas saídas por suas inúmeras pontes. Mas exige pedágio para cada entrada. Tarifa na faixa de US$ 15,00, ou cerca de R$ 40,00.
Na década de 1990, uma missão catarinense, que esteve em Cingapura, constatou: a ilha asiática tinha um número fixo de veículos, justo para permitir mobilidade. Milionários que compravam Ferraris, só circulavam em Cingapura se tivessem placa. Em muitos casos, a licença era mais cara que o veículo zero. No centro, só circulavam ambulâncias, ônibus, bombeiros e polícia. O povo tinha e ainda tem um eficiente transporte coletivo.
Qual o futuro das cidades balneárias: fixar um limite, cobrar pedágio, restringir o acesso ou liberar tudo e travar a circulação em prejuízo da esmagadora maioria?
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense

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