Florianópolis, 28.11.13 – Acompanhando a comitiva da presidente Dilma Rousseff a Santa Catarina, o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, revelou que na próxima semana será fechado um acordo nacional para a qualificação de trabalhadores em todo o país. Segundo ele, o objetivo é melhorar a mão de obra nos Estados com baixos índices de empregabilidade e manter a qualidade nos que possuem bons números, como é o caso de Santa Catarina, que em outubro criou 12.400 vagas, sendo o terceiro maior do país, atrás apenas de São Paulo e Alagoas.
“Nosso grande desafio é a qualificação profissional no Brasil inteiro. Agora temos que aprimorar os trabalhadores para melhorar os salários e também a qualidade de vida dos brasileiros”, disse o ministro.
O acordo entre os ministérios do Trabalho e da Educação objetiva tornar os trabalhadores mais preparados para o mercado. O Ministério da Educação ficará responsável por promover aulas e cursos em todo o país. Para isso, Manoel Dias garante que “recursos não vão faltar”.
Segundo ele, o Brasil precisa também ter mais acesso a tecnologias de ponta e ser mais competitivo no mercado internacional. Para isso, a capacitação dos trabalhadores por meios de programas como o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) é fundamental.
Para melhorar o atendimento e a estrutura do Ministério do Trabalho, Manoel Dias prevê a reforma de mais de 2.300 unidades espalhadas pelo Brasil. “Estamos preparando o ministério para ser um grande instrumento de discussão das políticas públicas de trabalho no país”.
Encontrei aqui um acolhimento”, diz Dilma após viagem a Santa Catarina
A presidente Dilma Rousseff fez ontem uma maratona por Santa Catarina. Em São Francisco do Sul, Itajaí e Florianópolis ela inaugurou obras, distribuiu maquinários, concedeu benefícios a universidades, assinou contratos e liberou empréstimos.
Nos atos, o tom de campanha se manteve presente. A presidente trocou elogios com o governador Raimundo Colombo, a quem dirigiu um “caloroso e especial cumprimento” e atribuiu “qualidade técnica e política”. Já o governador elogiou “a credibilidade, o bom senso e o equilíbrio” de Dilma.
Em São Francisco do Sul, ela inaugurou as obras de ampliação de um berço (local em que atracam os navios) do porto, feita com verbas do PAC. O terminal é um dos principais canais de exportação de grãos do país. No evento, Dilma também entregou 59 motoniveladoras e dez caminhões-caçamba a municípios catarinenses, como parte do PAC Equipamentos.
Na segunda etapa da visita, em Itajaí, Dilma anunciou a liberação de cerca de R$ 60 milhões para obras de prevenção de enchentes. Entre as ações estão a ampliação da capacidade de contenção das barragens de Taió e de Ituporanga, na região do Vale do Itajaí – uma das mais afetadas nos últimos anos.
A presidente também voltou a exaltar, durante o evento, a realização de leilão do petróleo da camada do pré-sal e a destinação dos royalties dessa exploração para a educação. “Para sair da pobreza, só tem uma receita: educação. Como manteremos de forma estável 36 milhões de brasileiros que resgatamos da miséria? Se quisermos ser uma nação desenvolvida, dê-lhe ciência, dê-lhe tecnologia, dê-lhe educação”, propôs.
A missão terminou em Florianópolis, onde acompanhou a assinatura de um empréstimo de R$ 2 bilhões para o Pacto por Santa Catarina, junto ao Banco do Brasil. Houve tempo, ainda, para um elogio fora do protocolo à Capital catarinense. “A grande tristeza do Rio Grande do Sul é que Porto Alegre não é Florianópolis. Porque as praias de Florianópolis são belas, né? E nós, infelizmente, apesar da beleza de Porto Alegre, não temos praias de mar”, disparou Dilma. Fonte: Roberta Kremer, Keli Magri e Vandré Kramer/ ND