?Não podemos aceitar soluções paliativas?

?Não podemos aceitar soluções paliativas?

Florianópolis, 19.8.13 – Nessa semana, vereadores de Florianópolis participaram de uma audiência pública para debater o sistema cicloviário da cidade. Para o vereador Pedrão, a discussão foi positiva e o principal encaminhamento é ampliar a Ciclofaixa de Domingo para outras áreas da cidade. No âmbito estadual, o deputado Renato Hinnig apresentou o projeto que estabelece um Sistema Cicloviário para todo o Estado. Hinnig conversou com nossa equipe sobre a proposta:

DC – Qual seu principal objetivo com essa proposta?

Renato Hinnig – É ter um sistema cicloviário integrado e planejado. É mobilizar os segmentos interessados, sensibilizar a opinião pública, propor o debate de forma organizada e conjunta. Unir esforços, regulamentando uma questão que, na teoria, deveria ser um direito da sociedade. Não é apenas minimizar os problemas de mobilidade urbana, mas aumentar segurança, bem-estar social e sustentabilidade ambiental.

DC – O senhor se inspirou em projetos de outras cidades e países para desenvolver a proposta?

Hinnig – Sim. Em Bogotá, na Colômbia, a construção das ciclovias fez parte de um plano de renovação urbana no início dos anos 2000, quando foram construídos 120 quilômetros de ciclovias. Atualmente, são 334 quilômetros de ciclovias, utilizados por aproximadamente 285 mil pessoas. Em 2009, a cidade de Nova Iorque completou o plano de entregar mais de 321 quilômetros de ciclovias, dobrando a malha cicloviária em três anos. Em São Paulo, a criação do Sistema Cicloviário já é lei. Não podemos andar na contramão das tendências mundiais, esses projetos mostram que é possível, sim, mudar e melhorar.

DC – Quanto tempo seria preciso para que uma cidade do tamanho de Florianópolis tenha uma mobilidade urbana efetiva?

Hinnig – Acredito que, com vontade política, até 2016 Florianópolis poderia, sim, ter uma solução eficiente. O que não podemos aceitar mais são soluções paliativas, sem planejamento e projeção futura. Qualquer solução implantada hoje tem que considerar o crescimento das cidades nos próximos 10, 20 anos. O maior problema hoje se dá na falta de planejamento e integração.

DC – Já trocou ou trocaria o carro pela bicicleta como meio de transporte?

Hinnig – Já troquei em pequenos trajetos. Só trocaria como meio de transporte efetivo se tivesse estrutura adequada para isso. 
Fonte: Mariana Paniz/ Trânsito 24h/ DC (edição de sábado 17/08)

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