Florianópolis, 2.8.13 – Ouço muito falar de crise. Crise social, econômica, familiar, de produtividade e na religião. São crises de todos os tamanhos. Na política, por exemplo, se nas outras crises rotuladas se resolve criando alternativas e novos projetos, não têm mudanças. A crise política não se soluciona rapidamente, é mais lenta, não se tem domínio palpável.
Ao analisar os recentes movimentos e a passagem do Papa Francisco no Brasil, a classe política não teve resplendor. E me leva a perguntar onde estão os grandes líderes da política que conduziriam as pessoas a refletir, se expressar e se espelhar?Por que os nossos líderes políticos se afastaram do convívio com a juventude e com a sociedade? Esses jovens, em números assustadores, nunca vistos antes, demonstraram silenciosamente que querem um novo rumo. Seguiram sem levantar a voz em nenhum momento, o Papa Francisco.
Líderes são os que pregam a esperança, novos rumos e cumprem com a palavra empenhada. Quantos dos nossos governantes, eleitos em 2010, pregaram mudanças, venderam esperanças e cumpriram pouco do que prometeram? Poucos, muito poucos. Os que estão conseguindo o fazem porque comprometeram até a alma. E mesmo tendo o direito, sendo sérios, responsáveis, capazes e mesmo aqueles que têm o predicado para serem nossos grandes líderes, quem sabe para cumprir seus compromissos, tiveram que abaixar a cabeça como “boi de canga”.
Enquanto isso, temos pouco de saúde, de educação, de segurança. E para todos esses itens, infraestrutura compatível com o desejo que nos resta de esperança, especialmente para a juventude que durante uma semana seguiu com a alma e o coração, o caminho de um grande líder, o Papa Francisco, sem desprezar os líderes de todos os outros credos, que diariamente conduzem os mesmos jovens e os idosos.
Vemos com o exemplo dado pela juventude e pelo Papa Francisco que pouco nos resta da classe política e que felizmente nos levam a ter a certeza que ainda podemos CRIAR!
* Pedro Lopes – Presidente da Fetrancesc
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