Florianópolis, 3.2.14 – O setor privado proporcionou um ano histórico, em 2013, para instituições de fomento, como o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina (Badesc). Ambas bateram recorde de contratações de financiamento no Estado e as empresas tiveram uma boa parcela de participação no resultado. No Badesc, os recursos liberados para o setor privado foram quase o dobro do destinado ao setor público.
No BRDE, a BMW contratou R$ 240 milhões, de R$ 327 milhões destinados à região. O gerente de operações da agência de SC do BRDE, Marcone de Melo, afirma que, além de grandes projetos, houve perto de 3 mil operações com cooperativas de crédito. O banco fechou o ano de 2013 com R$ 1,2 bilhão em contratações, índice 65% superior ao de 2012.
As duas instituições de fomento estão otimistas para 2014 e esperam manter o volume de negócios. Já o mercado está um pouco mais cauteloso. O sócio de finanças corporativas da Deloitte Reinaldo Grasson observa que este início de ano tem sido marcado pela observação da economia.
No país, o comportamento do câmbio e das taxas de juros, o controle da inflação, a concretização das concessões na área de infraestrutura e as projeções de crescimento do PIB vão ditar, segundo ele, o nível de confiança dos empresários e a decisão de investimentos.
Mas se o mercado de modo geral prefere acompanhar o cenário antes de tomar grandes decisões, quem depende de investimentos para tocar o dia a dia do negócio vai encontrar algumas linhas subsidiadas, entre elas, para compra de máquinas e equipamentos, inovação e pequenos empreendimentos.
No caso das micro e pequenas empresas, as condições de financiamento têm sido mais favoráveis nos últimos anos, o que estimula empresários como Andréas Marcelo Boebel, 32 anos, a investir, apesar dos entraves burocráticos.
O gerente e sócio administrativo da microempresa Zínia Análises Microbiológicas, de Joinville, já está em contato com seu agente financeiro em busca da melhor linha de crédito para financiar US$ 300 mil em equipamentos. Em 2014, o investimento em modernização tecnológica será o dobro do que o concretizado em 2012.
Quem pretende investir no negócio em 2014 vai encontrar linhas atrativas para compra de máquinas e matéria-prima e modernização de produtos e processos. Empresas de pequeno porte e o empreendedor individual também têm vez. Há opções com índices inferiores à taxa básica de juros, a Selic (de 10,5% ao ano), e outras que se caracterizam pela rapidez na liberação dos recursos.
A linha Finame/PSI, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), é a principal referência na hora de comprar máquinas e equipamentos nacionais. O subsídio é uma das melhores opções para equipamentos fabricados no Brasil.
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Onde buscar informações |
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– Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) |
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Seção Finame/PSI |
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www.bndes.gov.br |
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– Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) |
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www.brde.com.br |
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– Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) |
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www.finep.gov.br |
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– Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina (Badesc) |
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www.badesc.gov.br |
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– Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedor Individual de Santa Catarina (Fampesc) |
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http://www.fampesc.org.br/site/ |
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– Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) |
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www.sebrae.com.br/uf/santa-catarina/ |
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– Associação das Organizações de Microcrédito e Microfinanças de Santa Catarina (Amcred/SC) |
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www.amcredsc.org.br/associadas.asp |
Fonte: Claudine Nunes/Diário Catarinense