Papo rápido

Papo rápido

Pedro Lopes, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga de Santa Catarina (Fetransesc)

Como está a segurança dos caminhoneiros para trabalhar atualmente?

Quem vive na estrada está exposto, vulnerável. Não só pelo risco de acidentes, mas pela crescente onda de assaltos. O trabalho de motorista voltou a liderar o índice de profissão com o maior número de acidentes, superando a construção civil. Há anos defendemos a criação da delegacia especializada em roubo de cargas, mas o assunto nunca ganha a importância.

E a falta de mobilidade também afeta a vida destes profissionais?

A frota brasileira perde hoje cerca de 800 horas por dia ou 240 mil horas por mês parada em postos de fiscalização, blitz, pedágio ou balanças nas rodovias. Ninguém mais consegue fazer uma programação sobre a saída de chegada da carga. Isso, obviamente, acaba refletindo na vida dos motoristas. Mas não é tirando caminhão da rua que se melhora o trânsito.
Fonte: Rafael Martini/ Diário Catarinense (edição de ontem 27/10)

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