Polícia desmantela bando

Polícia desmantela bando

Curitiba, 11.10.13 – O silêncio na Estrada Geral das Onças, zona rural a 30 quilômetros de Curitiba, era total na manhã de ontem. Escutava-se apenas o som da mata fechada na região de sítios na cidade de Mandirituba. Os quatro cães pastor alemão e vira-lata nem perceberam quando oito policiais civis catarinenses armados de fuzis cercaram a chácara do homem responsável por guardar o armamento de guerra daquela que a polícia considera a maior quadrilha de assalto a ônibus de sacoleiros do Sul do país. O bando, sem ficha criminal até então, é suspeito de ter cometido pelo menos 15 roubos em rodovias de SC, PR, SP e RS.
Eram 7h quando os policiais decidiram bater na porta e se apresentar sem confronto para não colocar em risco a criança que chorava dentro da casa. A família preparava o café. O dono do sítio, Márcio José Gonçalves Oliveira, 32 anos, não resistiu à prisão. Nenhum tiro foi disparado.
O agente Juliano Pedrini, da Divisão de Investigações Criminais de Joaçaba, e equipe encontraram fardas completas da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) do Paraná com a etiqueta cortada para evitar rastreamento, uniformes da concessionária das rodovias federais do PR, coletes à prova de balas e munição. O armamento restrito das forças de segurança estava escondido na parte externa da casa. Armazenados num tonel com tampa de madeira, dentro de um alçapão camuflado sob um piso de tijolos, estavam dois fuzis AR-15 – cujo preço no mercado paralelo é de R$ 30 mil cada –, uma submetralhadora MT12 calibre 9mm, quatro pistolas 9mm, um revólver 38, fardas da PMRv, munição, rádios comunicadores e coturnos usados pela polícia com a sola ainda suja de terra.
O homem franzino que ganhava entre R$ 500 a R$ 1,5 mil para guardar as armas usadas em assaltos, que rendiam mais de R$ 200 mil cada, contou à polícia que teve a intuição de que seria preso naquele dia.

Fonte: Gabriela Rovai/Diário Catarinense

Como eles agiam

– Cinco a seis quadrilheiros saíam de casa no Paraná em três carros em direção ao local do assalto: as rodovias federais de SC, PR, RS e SP.

– Carregavam armas de grosso calibre e vestiam uniforme completo de policial militar rodoviário do PR com arma, coldre e colete a prova de balas. Usavam também uniformes da concessionária responsável pela manutenção das rodovias.

– O bando se dividia. Parte montava falsa blitz e parte ficava em outro ponto para avisar quando o ônibus se aproximava. Se comunicavam por rádios.

– O ônibus era atacado e levado para estradas rurais. Roseli pegava as armas e os uniformes e seguia no terceiro carro com criança para despistar a polícia em eventuais barreiras.

– A quadrilha se encontrava no sítio da Estrada das Onças para dividir o dinheiro e esconder o armamento.

O DC mostrou dois assaltos que teriam sido cometidos pelo grupo em 13 de julho e 15 de setembro

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