Florianópolis, 18.3.13 – O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc), Pedro Lopes, defende como proposta no projeto com a definição dos traçado e de modelo de ferrovias para Santa Catarina a integração do modais entre rodoviário, ferroviário e aquaviário, além do aéreo. A sugestão foi feita por ele durante o encontro realizado pelo Fórum Parlamentar Catarinense, na sexta-feira, na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).
Participaram do encontro o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, diretor de infraestrutura ferroviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Mário Diran, e do diretor de operações da Valec, Bento José de Lima, o governador, Raimundo Colombo, o presidente da Fiesc, Glauco Corte e o presidente do Fórum, deputado federal Décio Lima, além de outros parlamentares, secretários estaduais, empresários e prefeitos.
Lopes acredita que se não houver um planejamento de traçados ferroviários de acordo com a real necessidade do estado, sua viabilidade econômica e sua ligação com os outros modais, os trens podem não trazer soluções de logísticas tão importantes para o setor produtivo. Não basta colocar traçados em qualquer lugar, sem saber se realmente são viáveis para a resposta que a logística de transporte necessita, disse ele. Além disso, não basta achar que as ferrovias são a solução sem ter claro como essa operação vai acontecer.
E mais, o presidente da Fetrancesc enfatiza que são projetos de longo prazo, que devem demorar, em média, apesar da promessa de agilidade feita por Bernardo Figueiredo, para começarem as obras de um a dois anos, isso se não houver problemas durante a aprovação dos projetos e das licitações. Para ele, o governo quer dar um salto com as ferrovias, mas não poderá deixar de lado os investimentos em rodovias, que são urgentes, porque é o modal mais importante no Brasil e em Santa Catarina. É o que hoje movimenta a economia no Brasil.
Fonte: imprensa Fetrancesc
Fotos: Katherine Dalçoquio da Silva
SC define prioridades no setor ferroviário
Santa Catarina deu a largada à mobilização pela construção de ferrovias o Estado. Durante reunião com a presença de empresários, do Fórum Parlamentar Catarinense, do governador Raimundo Colombo e de autoridades federais do setor foi definida a elaboração de um documento que norteará a mobilização do Estado para aumentar a participação das ferrovias na matriz de transporte. O encontro foi realizado nesta sexta-feira (15), na sede do Sistema FIESC, em Florianópolis.
Foram definidas quatro prioridades para Santa Catarina: a ferrovia Litorânea entre Imbituba (SC) e Paranaguá (PR); a Norte-Sul ligando Panorama (SP) ao Porto de Rio Grande (RS) passando por Chapecó (SC); Ferrovia Maracaju (MS) a Mafra (SC), com corredor ferroviário até os Portos de São Francisco (SC) e Itapoá (SC), além de Paranaguá (PR) via binário ferroviário; e a ferrovia da Integração, também conhecida como ferrovia do Frango, ligando o Oeste de Santa Catarina ao Porto de Itajaí (SC).
O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, entregou ao presidente da EPL estudo em que defende que a construção da ferrovia entre Mato Grosso do Sul e São Francisco do Sul tome por base o traçado previsto originalmente no Programa de Investimentos em Logística (PIL), do governo federal. O Estado do Paraná reivindica a alteração do traçado original para implantar um ramal ferroviário ligando o terminal ferroviário Engenheiro Bley, na Lapa, até o Porto de Paranaguá, com um novo traçado na transposição da Serra do Mar, descartando a passagem por Santa Catarina. O governo federal contratou a elaboração dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) dos dois traçados.
“Um sistema logístico eficiente é um diferencial competitivo importante. Estudo da Fundação Dom Cabral indica que as empresas brasileiras comprometem, em média, 13,1% de sua receita bruta com custos logísticos. O Brasil apresenta um custo logístico de aproximadamente 12% do PIB, enquanto nos EUA este custo é de 8%”, diz o presidente da FIESC, Glauco José Côrte. “Comparando-se os custos logísticos e o PIB destes dois países, a pesquisa conclui que o Brasil, ao não ter o mesmo desempenho dos Estados Unidos, perde US$ 83,2 bilhões por ano”, completa.
Segundo dados apresentados no encontro, 58% da carga que circula pelo Brasil vai de transporte rodoviário e 25% por meio das ferrovias. Em Santa Catarina, 76% das cargas são feitas por meio de caminhão.
Compromissos- O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, durante palestra no encontro disse o governo trabalha para começar a obra da Ferrovia da Integração no próximo ano. “Queremos que o projeto da ligação Oeste ao Porto de Itajaí seja licitado até o final de 2013 para começar a obra em 2014. Para ter essa agilidade, a presidenta (Dilma) trouxe para o programa ferroviário um modelo de concessão, que é a aberto. Vamos acabar com o monopólio. Estamos construindo um sistema novo. A gente tem um trabalho intenso pela frente. Contem com a determinação do governo federal para começar a construir o mais rápido possível”, declarou Figueiredo.
Conforme o presidente da EPL, com base em levantamentos entregues ao governo federal por entidades empresariais, o país precisa de R$ 400 bilhões (pode chegar a R$ 500 bi) de investimentos para suprir a falta de investimentos em infraestrutura. “Esse é nosso passivo. Passamos muitos anos sem fazer investimentos de relevância. Vamos sair da fase do diagnóstico e da constatação para uma ação efetiva de superação dos problemas. Teremos R$ 200 bilhões de investimento nos próximos cinco anos. É uma mudança fundamental no ritmo de investimentos, mas ainda é a metade do que precisamos”, disse ele.
Além do diretor de infraestrutura ferroviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Mário Diran, e do diretor de operações da Valec, Bento José de Lima, estiveram presentes o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo; o presidente da Assembleia Legislativa, Joares Ponticelli; os deputados estaduais Ana Paula Lima, Dirceu Dresch, Jailson Lima, Reno Caramori e Volnei Morastoni; o coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, Décio Lima; os deputados federais Pedro Uczai, Edinho Bez e Esperidião Amin; os senadores Casildo Maldaner e Paulo Bauer.
Fonte: Elmar Meurer e Dâmi Cristina Radin/Imprensa Fiesc
Foto: Fernando Willadino/Divulgação Fiesc
