Florianópolis, 26.4.13 – O Brasil poderá ter um sistema de controle de carga com passagem livre pelas aduanas, resultando na redução de custos das operações de transporte entre os países, especialmente no Mercosul, disse o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc), Pedro Lopes, que coordena o Capítulo Brasil na 19ª Assembleia da Câmara Interamericana do Transporte (CIT) que acontece hoje e amanhã, no Grand Palladium Palace Spa & Resort, em Punta Cana, República Dominicana. Lopes participou da assinatura do acordo de cooperação entre a CIT, representada pelo secretário geral, presidente da Fetransul, Paulo Vicente Caleffi e os representantes da International Road Transport Union (IRU), organismo europeu que faz desde 1975 o controle e a movimentação e carga entre os países da Europa. Lopes disse que agora vai ser tratado com o governo brasileiro para que estabeleça em lei essa mudança e coloque em prática o sistema.
Haverá ainda um encontro em Montevideo para os países do Mercosul, Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile adotem o sistema. Pedro Lopes afirmou que isso será um grande ganho para as operações de exportação e importação no transporte rodoviário.
A Redução de custos sem essas paradas será importante para a competitividade. “Só esperamos que não haja entraves por parte de quem ganha dinheiro com a burocracia nas alfândegas, com o tempo de espera dos motoristas, muitas vezes em condições precárias”, alerta Lopes.
A IRU opera com um sistema que já prevê a liberação de todos os trâmites, os impostos da origem até o destino. Faz todo o controle de movimentação e carga sem paradas nas aduanas. E tem garantia de entrega da mercadoria com segurança. Lopes disse que isso também vai contribuir para reduzir o valor do tempo de espera do motorista que é de 30% sobre o custo do veículo rodado e o salário do profissional, previsto na lei 12.619 que regulamentou a jornada do motorista.
Fonte: Imprensa Fetrancesc