Itajaí, 19.8.13 – O projeto executivo e o estudo de impacto ambiental da nova bacia de evolução do Complexo Portuário de Itajaí terão de ser refeitos. O local escolhido para a obra foi alterado. Assim, a licitação deve atrasar em mais de um mês, acarretando perdas econômicas para o complexo.
A nova proposta altera a bacia da frente do Centreventos de Itajaí para o Saco da Fazenda. A decisão levou em consideração os impactos econômicos e sociais, já que com o projeto anterior seria necessário desapropriar uma área do bairro São Pedro, em Navegantes, onde vivem 341 famílias.
Mesmo sendo mais viável do ponto de vista das autoridades portuárias, a alteração resultará em atraso de pelo menos 45 dias no cronograma. O superintendente do complexo, Antonio Ayres dos Santos Júnior, não estima quanto a cadeia deve perder com a demora, mas acredita que a alteração ainda é a medida mais viável para que a bacia de evolução saia o quanto antes do papel.
O presidente da Portonave, Osmari de Castilho, entende que mudando o projeto a etapa de planejamento atrasa, porém a obra será mais rápida. Segundo ele, a cada mês a cadeia portuária poderá perder R$ 30 milhões a partir do próximo ano sem a obra, necessária para que o complexo possa receber navios maiores.
Hoje, o Complexo Portuário de Itajaí recebe navios com até 294 metros.
Detalhes da nova bacia de evolução
A bacia de evolução terá 530 metros de diâmetro. A superintendência acredita que com a obra, que deve durar 18 meses e está orçada em R$ 300 milhões, o complexo estará competitivo pelos próximos 10 a 15 anos, pelo menos. Podendo chegar a operar navios de 400 metros de comprimento, que transportam até 18 mil toneladas.
– Os armadores da Ásia trabalham com navios maiores e têm muito interesse em vir para Itajaí, mas nós é que temos de nos adaptar a eles – explica Antonio Ayres.
Fonte: Marjorie Basso/ Diário Catarinense (edição de sábado 17/08)