Florianópolis, 11.3.13 – Com a pauta do Congresso finalmente destrancada, as articulações políticas do Planalto passam a se concentrar na MP dos Portos. As ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e o ministro Leônidas Cristino (Portos) formam o trio responsável por destravar as negociações. Há, no entanto, resistências dentro do próprio PT. A ideia de portos privatizados e retirada de poderes dos estados é rechaçada por parlamentares aliados, que exigem mudanças na proposta. Responsável pela estratégia, Ideli terá de recorrer ao poderoso PMDB de Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves se quiser aprovar ao menos parte da proposta.
E alta
Os catarinenses na Câmara conquistaram dois postos estratégicos que vão garantir visibilidade à bancada. Edinho Bez (PMDB) ficou com a presidência da Comissão de Finanças e Tributação e Décio Lima (PT), com a poderosíssima Comissão de Constituição e Justiça. Os principais projetos, em especial na área econômica, obrigatoriamente passarão pelas mãos de Bez e Lima.
Hierarquia
A presidente Dilma, contudo, não deve começar a minirreforma ministerial pelo Ministério do Trabalho. Antes, ela deve acomodar o PMDB em mais uma pasta na Esplanada.
Da terra
Santa Catarina poderá emplacar mais um ministro da Esplanada. Já está praticamente certa a indicação de Manoel Dias para o Ministério do Trabalho. Na terça-feira, a cúpula nacional do PDT se reúne em Brasília para os ajustes finais.
Fonte: Carolina Bahia com Caue Fonseca/ Diário Catarinense (edição de ontem 10/03)