Radares voltam a multar infratores

Radares voltam a multar infratores

Florianópolis, 3.6.13 – O trânsito de Florianópolis volta a ser fiscalizado por radares a partir da meia-noite de hoje. São 47 equipamentos instalados em 10 pontos da cidade, nas principais ruas e com maior concentração na região central da ilha. Os aparelhos têm capacidade de flagrar o motorista que ultrapassar a velocidade permitida, parar sobre a faixa de segurança ou avançar o sinal vermelho.
A reativação do sistema de monitoramento foi comemorada pelo presidente do Instituto Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf), Dalmo Vieira Filho. Justificou que somente os motoristas infratores saíam ganhando com os radares desativados e que agora os imprudentes não ficarão impunes.
O presidente do Ipuf acrescentou que todas as cidades contam com este tipo de fiscalização. Florianópolis era uma exceção desde maio de 2011 por causa de um problema judicial. No mês anterior, estourou no país o caso da Máfia dos Pardais e a empresa responsável pelo sistema na cidade foi envolvida. A Justiça determinou a suspensão do serviço.
Uma licitação foi aberta e houve recurso. A batalha jurídica durou até dezembro do ano passado. Depois de nova interrupção por ordem da prefeitura, o serviço de instalação foi finalizado e na semana passada o Imetro de SC terminou a inspeção dos 47 medidores de velocidade. O restante dos aparelhos não precisa de aferição para entrar em funcionamento.

Ipuf não descarta outros reforços na fiscalização

Vieira Filho afirmou que esta etapa de instalação de equipamentos está concluída. Mas não descarta que o sistema de vigilância de Florianópolis seja reforçado. Ele afirmou que pode haver um novo programa ou intervenção se surgir um outro ponto com muitos acidentes.
Na visão do engenheiro civil e especialista em trânsito Severino Soares Silva, o trânsito só é bem gerenciado se for trabalhado com os três Es – engineering, enforcement, education – que traduzidos significam engenharia, policiamento e educação.
– Só tem efeito positivo e prático quando isso é trabalhado em conjunto – ressalta.
Ele dá como exemplo o que foi feito na curva da morte da SC-401, que liga o Centro de Florianópolis ao Norte da Ilha. Para diminuir os acidentes do local foi colocada uma sinalização ostensiva e a polícia militar rodoviária passou a fazer fiscalização frequente. Isso fez com que motoristas reduzissem bastante a velocidade, diminuindo o número de acidentes.

“Reclama quem tem tendência a ser infrator”
Em entrevista ao DC, engenheiro civil defende a fiscalização para garantir a segurança no trânsito.

Diário Catarinense – Com os radares, o trânsito de Florianópolis ficará mais seguro?

Severino Soares Silva – Nas vias onde serão instalados, eles têm algumas finalidades. Uma delas é realmente proporcionar maior segurança, pois a velocidade máxima na Beira-Mar é de 80 km/h. Acoplado ao radar haverá um medidor de velocidade e o motorista que desrespeitar será multado. Então, contribuirá para a segurança porque o motorista tem a tendência natural de diminuir o impulso de ultrapassar a velocidade, já que vai pesar a questão multa.

DC – As pessoas falam em indústria das multas e se queixam dela. Elas têm razão em reclamar?

Silva – Não. Se fizer um levantamento e analisar a quantidade de multas emitidas por determinado período nos locais onde há radares, o tamanho da amostra dos infratores é pequeno em relação ao universo da frota. Até pouco tempo atrás era inferior a 5%. E este é até um número maior do que em alguns países, onde o percentual fica em 2% ou 1%. Quem reclama é quem tem tendência a ser infrator, e não tem tendência em ser disciplinado. No mundo inteiro existe a penalização por infração de trânsito.
Fonte: Diário Catarinense

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